PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2023
Homem de 58 anos vai ao consultório para avaliação periódica de saúde. É portador de HAS e doença arterial obstrutiva periférica. É ex-tabagista. Está em uso domiciliar de losartana 50mg duas vezes ao dia. Ao exame físico, PA 136 x 83mmHg. EXAMES DE LABORATÓRIO: creat 0,6mg/dL; potássio 4,1 mEq/L; sódio 131mEq/L; LDL-colesterol 101mg/dL. Assinale a alternativa que apresenta a conduta MAIS ADEQUADA para esse paciente:
DAOP = alto risco CV → estatina alta potência + aspirina + otimizar PA.
Pacientes com doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) são classificados automaticamente como de muito alto risco cardiovascular. Isso exige terapia intensiva com estatina de alta potência, aspirina para prevenção secundária de eventos trombóticos e controle rigoroso da pressão arterial, frequentemente com múltiplos anti-hipertensivos, para atingir as metas recomendadas.
A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é uma condição que sinaliza a presença de aterosclerose sistêmica e, portanto, classifica o paciente automaticamente como de muito alto risco cardiovascular. Isso significa que esses indivíduos têm uma probabilidade significativamente elevada de sofrer eventos cardiovasculares adversos maiores, como infarto agarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e morte cardiovascular. O manejo desses pacientes deve ser agressivo e multifacetado, visando a prevenção secundária. As diretrizes atuais recomendam fortemente a terapia com estatina de alta potência para todos os pacientes com doença aterosclerótica estabelecida, independentemente dos níveis iniciais de LDL-colesterol. O objetivo é reduzir o LDL-C para níveis muito baixos (geralmente <55 mg/dL) e estabilizar as placas ateroscleróticas. Além disso, a aspirina em baixa dose (100 mg/dia) é um pilar da prevenção secundária, atuando como antiagregante plaquetário para prevenir a formação de trombos. O controle da hipertensão arterial também é crítico, com metas pressóricas mais rigorosas (geralmente <130/80 mmHg) que frequentemente exigem a combinação de múltiplos agentes anti-hipertensivos para serem alcançadas. Para residentes, é fundamental reconhecer que a presença de DAOP é um alerta vermelho para a necessidade de uma abordagem terapêutica intensiva. A falha em instituir estatina de alta potência, aspirina e otimizar o controle da pressão arterial representa uma oportunidade perdida de reduzir morbidade e mortalidade. A avaliação periódica deve incluir a revisão da medicação, adesão e ajuste das doses para garantir que as metas terapêuticas sejam atingidas, considerando sempre o perfil de risco individual do paciente.
A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é uma manifestação da aterosclerose sistêmica, indicando que o paciente já possui doença aterosclerótica estabelecida em outros leitos vasculares. Isso os coloca em um risco significativamente elevado de eventos cardiovasculares maiores, como infarto do miocárdio, AVC e morte cardiovascular.
A estatina de alta potência é crucial para reduzir agressivamente o LDL-colesterol e estabilizar placas ateroscleróticas, diminuindo o risco de eventos. A aspirina (antiagregante plaquetário) é essencial para a prevenção secundária, inibindo a formação de trombos que podem levar a infartos ou AVCs em pacientes com doença aterosclerótica estabelecida.
Para pacientes com DAOP e alto risco cardiovascular, a meta de pressão arterial geralmente é <130/80 mmHg, embora possa variar ligeiramente conforme as diretrizes. Para alcançá-la, frequentemente é necessária a combinação de dois ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, além de modificações no estilo de vida.
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