Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2025
Mulheres são menos submetidas a coronariografia e tratamento cirúrgico, incluindo suporte circulatório mecânico no choque cardiogênico. Sendo correto que:
Mulheres com DAC/choque cardiogênico → menor intervenção, mas maior mortalidade e complicações pós-op, apesar de menor carga aterosclerótica.
Apesar de apresentarem menor carga aterosclerótica e serem menos submetidas a procedimentos invasivos como coronariografia e cirurgia cardíaca, mulheres com doença arterial coronariana e choque cardiogênico frequentemente evoluem com maior mortalidade e mais complicações pós-operatórias. Isso reflete disparidades no diagnóstico e tratamento, bem como diferenças fisiopatológicas e de apresentação clínica.
A doença arterial coronariana (DAC) e o choque cardiogênico representam desafios significativos na cardiologia, e as diferenças de gênero no diagnóstico, tratamento e prognóstico são cada vez mais reconhecidas. Historicamente, as mulheres têm sido sub-representadas em ensaios clínicos e, na prática, recebem menos intervenções invasivas, como coronariografia e revascularização, mesmo quando clinicamente indicadas. Essa disparidade no manejo contribui para piores desfechos. Apesar de muitas vezes apresentarem menor carga aterosclerótica macrovascular, as mulheres podem ter doença microvascular mais proeminente, apresentações atípicas de angina, e maior prevalência de comorbidades que aumentam o risco. O atraso no diagnóstico e na intervenção, somado a uma maior fragilidade e suscetibilidade a complicações, resulta em maior mortalidade e morbidade pós-operatória em comparação com os homens. Para residentes, é crucial estar ciente dessas disparidades e do impacto do viés de gênero na prática clínica. A abordagem da DAC e do choque cardiogênico em mulheres deve ser proativa, com alta suspeição diagnóstica, indicação de exames e tratamentos baseada em evidências e não em estereótipos, e um manejo cuidadoso das comorbidades. Reconhecer essas nuances é fundamental para melhorar os resultados e promover a equidade na saúde cardiovascular.
Mulheres são frequentemente submetidas a menos investigações invasivas, como coronariografia, e menos intervenções cirúrgicas ou suporte circulatório mecânico, mesmo em cenários de choque cardiogênico, em comparação com homens.
Isso pode ser atribuído a uma combinação de fatores, incluindo atrasos no diagnóstico, apresentações clínicas atípicas, maior prevalência de doença microvascular, comorbidades e viés de gênero no tratamento, levando a intervenções mais tardias e em estágios mais avançados da doença.
Mulheres tendem a ter maior risco de complicações como sangramento, insuficiência renal aguda, acidente vascular cerebral e infecções pós-operatórias, além de uma recuperação mais prolongada, o que contribui para a maior mortalidade.
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