SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Uma mulher de 55 anos, obesa e com síndrome metabólica, é diagnosticada com Doença Arterial Coronária (DAC) estável após um teste de esforço positivo e uma angiografia mostrando estenose de 50% na artéria descendente anterior. Ela está assintomática e faz uso de estatinas e anti-hipertensivos.Com relação ao manejo, é INCORRETO afirmar que
DAC estável assintomática com estenose moderada → tratamento clínico otimizado é a base; ICP não é rotina para prevenção.
Em pacientes com DAC estável e assintomáticos, a intervenção coronariana percutânea (ICP) geralmente não é indicada apenas para prevenir o agravamento da estenose, mas sim para alívio de sintomas refratários ao tratamento clínico ou em casos de alto risco isquêmico.
A Doença Arterial Coronariana (DAC) estável é uma condição crônica caracterizada por estenose das artérias coronárias, geralmente devido à aterosclerose, que limita o fluxo sanguíneo para o miocárdio. Pacientes com DAC estável podem ser assintomáticos ou apresentar angina em situações de maior demanda. A síndrome metabólica, obesidade e diabetes são fatores de risco significativos para o desenvolvimento e progressão da DAC. O manejo da DAC estável visa principalmente a prevenção de eventos cardiovasculares maiores (infarto, AVC, morte) e o alívio dos sintomas. O tratamento clínico otimizado é a pedra angular, incluindo o uso de estatinas de alta intensidade, terapia antiplaquetária (aspirina), inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA), e controle rigoroso dos fatores de risco como hipertensão, diabetes e dislipidemia. A intervenção coronariana percutânea (ICP) ou a cirurgia de revascularização miocárdica (CRM) são consideradas em pacientes com sintomas refratários ao tratamento clínico, alto risco isquêmico ou anatomia coronariana de alto risco. No entanto, em pacientes assintomáticos com DAC estável e estenose moderada, a ICP não demonstrou benefício adicional na prevenção de eventos cardiovasculares em comparação com o tratamento clínico otimizado.
Os pilares incluem terapia antiplaquetária (aspirina), estatinas de alta intensidade, controle rigoroso da pressão arterial (com IECA/BRA), controle glicêmico, modificações no estilo de vida (perda de peso, dieta, exercícios) e, se necessário, betabloqueadores e nitratos.
A ICP é indicada principalmente para alívio de sintomas de angina refratários ao tratamento clínico otimizado, em pacientes com alto risco isquêmico (evidenciado por testes funcionais) ou em casos de anatomia coronariana de alto risco (ex: lesão de tronco de coronária esquerda).
O controle da síndrome metabólica, através da perda de peso, dieta saudável, atividade física e controle glicêmico e lipídico, é fundamental para reduzir o risco cardiovascular e retardar a progressão da aterosclerose em pacientes com DAC.
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