SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025
A doença arterial coronariana (DAC) pode se manifestar de várias formas, desde angina estável até síndromes coronarianas agudas. A estratificação de risco e o manejo inicial desses pacientes são essenciais para guiar a terapêutica. Em um paciente com DAC estável, qual dos achados abaixo mais indica um alto risco de eventos cardiovasculares futuros, necessitando de intervenção mais agressiva?
DAC estável com TE +2mm ST em múltiplas derivações → Alto risco, requer investigação invasiva e intervenção agressiva.
Em pacientes com DAC estável, um teste ergométrico com depressão do segmento ST ≥ 2 mm em múltiplas derivações indica isquemia miocárdica extensa e de alto risco. Este achado sugere doença coronariana significativa e demanda investigação invasiva (coronariografia) e, frequentemente, revascularização (angioplastia ou cirurgia).
A Doença Arterial Coronariana (DAC) estável é uma condição crônica caracterizada por isquemia miocárdica induzida por esforço. A estratificação de risco é fundamental para guiar o manejo, identificando pacientes que se beneficiarão de uma abordagem mais agressiva, incluindo revascularização. O teste ergométrico é uma ferramenta não invasiva amplamente utilizada para essa estratificação. Achados de alto risco no teste ergométrico são cruciais para a tomada de decisão. Uma depressão do segmento ST maior que 2 mm em múltiplas derivações indica uma isquemia miocárdica extensa e grave. Outros indicadores de alto risco incluem depressão do ST em baixas cargas de trabalho, hipotensão durante o exercício, taquicardia ventricular induzida e baixa capacidade funcional. Pacientes com teste ergométrico de alto risco têm um prognóstico desfavorável com tratamento clínico isolado e se beneficiam de uma investigação mais invasiva, como a coronariografia. Esta permite visualizar a anatomia das artérias coronárias e determinar a necessidade de revascularização miocárdica, seja por intervenção coronariana percutânea (angioplastia com stent) ou cirurgia de revascularização do miocárdio (bypass), visando melhorar a sobrevida e reduzir eventos cardiovasculares futuros.
Depressão do segmento ST ≥ 2 mm em múltiplas derivações, depressão do ST em baixas cargas de trabalho, hipotensão durante o exercício, taquicardia ventricular induzida e incapacidade de atingir a frequência cardíaca alvo.
Indica isquemia miocárdica extensa, sugerindo doença multiarterial ou lesão significativa em artéria principal, o que confere um pior prognóstico e maior risco de eventos cardiovasculares futuros.
Um teste ergométrico de alto risco geralmente indica a necessidade de uma investigação mais aprofundada, como a coronariografia invasiva, para avaliar a anatomia coronariana e planejar uma possível revascularização (angioplastia ou cirurgia).
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