DAC Estável: Identificando Alto Risco no Teste Ergométrico

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025

Enunciado

A doença arterial coronariana (DAC) pode se manifestar de várias formas, desde angina estável até síndromes coronarianas agudas. A estratificação de risco e o manejo inicial desses pacientes são essenciais para guiar a terapêutica. Em um paciente com DAC estável, qual dos achados abaixo mais indica um alto risco de eventos cardiovasculares futuros, necessitando de intervenção mais agressiva?

Alternativas

  1. A) Placa aterosclerótica com estenose de 40% na coronária direita.
  2. B) Teste ergométrico com depressão do segmento ST maior que 2 mm em múltiplas derivações.
  3. C) Nível de LDL-colesterol de 110 mg/dL, sem uso de estatinas.
  4. D) Episódio prévio de angina de repouso há 6 meses, sem recorrência.

Pérola Clínica

DAC estável com TE +2mm ST em múltiplas derivações → Alto risco, requer investigação invasiva e intervenção agressiva.

Resumo-Chave

Em pacientes com DAC estável, um teste ergométrico com depressão do segmento ST ≥ 2 mm em múltiplas derivações indica isquemia miocárdica extensa e de alto risco. Este achado sugere doença coronariana significativa e demanda investigação invasiva (coronariografia) e, frequentemente, revascularização (angioplastia ou cirurgia).

Contexto Educacional

A Doença Arterial Coronariana (DAC) estável é uma condição crônica caracterizada por isquemia miocárdica induzida por esforço. A estratificação de risco é fundamental para guiar o manejo, identificando pacientes que se beneficiarão de uma abordagem mais agressiva, incluindo revascularização. O teste ergométrico é uma ferramenta não invasiva amplamente utilizada para essa estratificação. Achados de alto risco no teste ergométrico são cruciais para a tomada de decisão. Uma depressão do segmento ST maior que 2 mm em múltiplas derivações indica uma isquemia miocárdica extensa e grave. Outros indicadores de alto risco incluem depressão do ST em baixas cargas de trabalho, hipotensão durante o exercício, taquicardia ventricular induzida e baixa capacidade funcional. Pacientes com teste ergométrico de alto risco têm um prognóstico desfavorável com tratamento clínico isolado e se beneficiam de uma investigação mais invasiva, como a coronariografia. Esta permite visualizar a anatomia das artérias coronárias e determinar a necessidade de revascularização miocárdica, seja por intervenção coronariana percutânea (angioplastia com stent) ou cirurgia de revascularização do miocárdio (bypass), visando melhorar a sobrevida e reduzir eventos cardiovasculares futuros.

Perguntas Frequentes

Quais achados no teste ergométrico indicam alto risco em pacientes com DAC estável?

Depressão do segmento ST ≥ 2 mm em múltiplas derivações, depressão do ST em baixas cargas de trabalho, hipotensão durante o exercício, taquicardia ventricular induzida e incapacidade de atingir a frequência cardíaca alvo.

Por que a depressão do segmento ST em múltiplas derivações é um sinal de alto risco?

Indica isquemia miocárdica extensa, sugerindo doença multiarterial ou lesão significativa em artéria principal, o que confere um pior prognóstico e maior risco de eventos cardiovasculares futuros.

Qual a conduta após um teste ergométrico de alto risco em DAC estável?

Um teste ergométrico de alto risco geralmente indica a necessidade de uma investigação mais aprofundada, como a coronariografia invasiva, para avaliar a anatomia coronariana e planejar uma possível revascularização (angioplastia ou cirurgia).

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