SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Um paciente de 62 anos de idade, obeso, diabético e ex-tabagista, chegou ao consultório com dor torácica opressiva desencadeada por esforços moderados, aliviada com repouso, há cerca de dois meses. Relatou que o quadro evoluiu para limitação com atividades cotidianas. Ao exame físico, mostrou PA = 135 mmHg X 85 mmHg, FC = 80 bpm, sem outros achados significativos. O eletrocardiograma (ECG) de repouso evidenciou sobrecarga ventricular esquerda, e o teste ergométrico revelou depressão do segmento ST em DII, DIII, aVF durante o esforço. Qual é a melhor estratégia terapêutica inicial para o paciente do referido caso clínico?
Angina estável → Estabilização de placa (AAS + Estatina) + Controle de sintomas (Nitratos/Betabloqueadores).
O tratamento inicial da DAC estável foca na redução de eventos cardiovasculares com antiagregantes e estatinas, associado ao controle sintomático com antianginosos.
A Doença Arterial Coronariana Crônica (DACC), ou Síndrome Coronariana Crônica, é caracterizada por episódios de isquemia miocárdica reversível relacionados ao desequilíbrio entre oferta e demanda de oxigênio. O manejo inicial deve ser sempre clínico, visando a modificação de fatores de risco (controle de DM, obesidade e tabagismo) e a proteção cardiovascular. Evidências de grandes estudos, como o ISCHEMIA trial, reforçam que, para a maioria dos pacientes com DAC estável, a estratégia conservadora inicial com terapia médica otimizada é tão eficaz quanto a intervenção invasiva precoce na prevenção de morte cardiovascular ou infarto do miocárdio.
O tratamento baseia-se em dois pilares: redução de eventos (mortalidade e infarto) e alívio de sintomas. Para redução de eventos, utiliza-se antiagregantes plaquetários (AAS) e estatinas de alta intensidade para estabilização da placa aterosclerótica. Para o alívio da angina, as opções de primeira linha incluem betabloqueadores ou bloqueadores dos canais de cálcio, com nitratos de longa duração sendo adicionados se os sintomas persistirem.
A revascularização (percutânea ou cirúrgica) está indicada em pacientes que permanecem sintomáticos apesar do tratamento clínico otimizado ou naqueles com critérios de alto risco em exames subsidiários (como isquemia extensa no teste ergométrico ou cintilografia), além de anatomias específicas como lesão de tronco de coronária esquerda ou doença multiarterial com disfunção ventricular.
O teste ergométrico é uma ferramenta de triagem e estratificação de risco. A depressão do segmento ST durante o esforço sugere isquemia miocárdica induzida pelo estresse. No caso clínico, a presença de sintomas típicos associada ao teste positivo confirma o diagnóstico de angina estável, direcionando para o início imediato da terapia farmacológica.
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