UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2020
No diagnóstico da doença arterial coronariana crônica, pode-se afirmar:
Escore de cálcio coronariano → Alta sensibilidade, baixa especificidade para DAC obstrutiva.
O escore de cálcio coronariano (ECC) é um excelente preditor de eventos cardiovasculares e tem alta sensibilidade para detectar a presença de aterosclerose coronariana. No entanto, sua especificidade para doença coronária obstrutiva hemodinamicamente significativa é baixa, pois a presença de cálcio não garante obstrução luminal relevante.
O diagnóstico da doença arterial coronariana (DAC) crônica envolve uma combinação de avaliação clínica, testes de estresse e exames de imagem. A escolha do método diagnóstico depende da probabilidade pré-teste do paciente e da disponibilidade dos recursos. A DAC é uma das principais causas de morbimortalidade global, e seu diagnóstico preciso é fundamental para a estratificação de risco e o planejamento terapêutico. O escore de cálcio coronariano (ECC), avaliado por tomografia computadorizada sem contraste, é uma ferramenta valiosa para a detecção de aterosclerose subclínica e estratificação de risco. Ele tem uma alta sensibilidade para identificar a presença de doença aterosclerótica coronariana, mas sua especificidade para doença obstrutiva hemodinamicamente significativa é mais baixa. Isso significa que um ECC elevado indica aterosclerose, mas não necessariamente uma lesão que cause isquemia. Outros métodos diagnósticos incluem o teste ergométrico (com contraindicações absolutas como IAM recente ou IC descompensada), a cintilografia miocárdica de perfusão e a ecocardiografia de estresse (ambas com boa acurácia para isquemia), e a ressonância magnética cardíaca com gadolínio, que é excelente para avaliar fibrose miocárdica. A cateterização coronariana é o padrão-ouro para avaliar a anatomia coronariana, considerando lesões >70% (ou >50% no tronco da esquerda) como significativas.
Contraindicações absolutas incluem infarto agudo do miocárdio recente (<2 dias), angina instável de alto risco, estenose aórtica grave sintomática, insuficiência cardíaca descompensada, miocardite/pericardite aguda e tromboembolismo pulmonar agudo.
O gadolínio é crucial na ressonância magnética cardíaca para identificar áreas de fibrose miocárdica (realce tardio), que podem indicar infarto prévio, miocardiopatias ou outras doenças infiltrativas, auxiliando no prognóstico e manejo.
Uma lesão coronariana é geralmente considerada hemodinamicamente e clinicamente significativa quando causa uma estenose luminal de 50% ou mais no tronco da coronária esquerda ou 70% ou mais nas outras artérias epicárdicas principais.
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