DAC Crônica: Escore de Cálcio e Diagnóstico por Imagem

UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2020

Enunciado

No diagnóstico da doença arterial coronariana crônica, pode-se afirmar:

Alternativas

  1. A) Um histórico de infarto recente e/ou insuficiência cardíaca é uma contraindicação absoluta do teste ergométrico.
  2. B) A ecocardiografia de stress tem acurácia inferior à cintilografia miocárdica de perfusão.
  3. C) O escore de cálcio coronariano avaliado pela tomografia computadorizada tem alta sensibilidade e baixa especificidade para doença coronária obstrutiva.
  4. D) O gadolínio usado na ressonância nuclear magnética tem uma importante indicação para identificar fibrose miocárdica e é isento de complicação fatal.
  5. E) Na cateterização das coronárias uma lesão é considerada hemodinâmica e clinicamente significante quando acima de 70%.

Pérola Clínica

Escore de cálcio coronariano → Alta sensibilidade, baixa especificidade para DAC obstrutiva.

Resumo-Chave

O escore de cálcio coronariano (ECC) é um excelente preditor de eventos cardiovasculares e tem alta sensibilidade para detectar a presença de aterosclerose coronariana. No entanto, sua especificidade para doença coronária obstrutiva hemodinamicamente significativa é baixa, pois a presença de cálcio não garante obstrução luminal relevante.

Contexto Educacional

O diagnóstico da doença arterial coronariana (DAC) crônica envolve uma combinação de avaliação clínica, testes de estresse e exames de imagem. A escolha do método diagnóstico depende da probabilidade pré-teste do paciente e da disponibilidade dos recursos. A DAC é uma das principais causas de morbimortalidade global, e seu diagnóstico preciso é fundamental para a estratificação de risco e o planejamento terapêutico. O escore de cálcio coronariano (ECC), avaliado por tomografia computadorizada sem contraste, é uma ferramenta valiosa para a detecção de aterosclerose subclínica e estratificação de risco. Ele tem uma alta sensibilidade para identificar a presença de doença aterosclerótica coronariana, mas sua especificidade para doença obstrutiva hemodinamicamente significativa é mais baixa. Isso significa que um ECC elevado indica aterosclerose, mas não necessariamente uma lesão que cause isquemia. Outros métodos diagnósticos incluem o teste ergométrico (com contraindicações absolutas como IAM recente ou IC descompensada), a cintilografia miocárdica de perfusão e a ecocardiografia de estresse (ambas com boa acurácia para isquemia), e a ressonância magnética cardíaca com gadolínio, que é excelente para avaliar fibrose miocárdica. A cateterização coronariana é o padrão-ouro para avaliar a anatomia coronariana, considerando lesões >70% (ou >50% no tronco da esquerda) como significativas.

Perguntas Frequentes

Quais são as contraindicações absolutas para o teste ergométrico?

Contraindicações absolutas incluem infarto agudo do miocárdio recente (<2 dias), angina instável de alto risco, estenose aórtica grave sintomática, insuficiência cardíaca descompensada, miocardite/pericardite aguda e tromboembolismo pulmonar agudo.

Qual a importância do gadolínio na ressonância magnética cardíaca?

O gadolínio é crucial na ressonância magnética cardíaca para identificar áreas de fibrose miocárdica (realce tardio), que podem indicar infarto prévio, miocardiopatias ou outras doenças infiltrativas, auxiliando no prognóstico e manejo.

Quando uma lesão coronariana é considerada hemodinamicamente significativa na cateterização?

Uma lesão coronariana é geralmente considerada hemodinamicamente e clinicamente significativa quando causa uma estenose luminal de 50% ou mais no tronco da coronária esquerda ou 70% ou mais nas outras artérias epicárdicas principais.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo