DAC em Mulheres Pós-Menopausa: Fatores de Risco Essenciais

HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025

Enunciado

A doença arterial coronariana (DAC) é a mais comum causa de morte em mulheres na pós-menopausa, maior do que casos de câncer de mama ou outro câncer ginecológico. Podemos indicar como correto o seguinte item:

Alternativas

  1. A) Os fatores de risco (FR) tradicionais para DAC incluem idade, tabagismo, estilo de vida sedentário, má alimentação, índice de massa corporal (IMC) baixo, hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM), dislipidemia (DLP) e história familiar de DAC.
  2. B) Os fatores de risco (FR) tradicionais para DAC incluem idade, tabagismo, estilo de vida sedentário, má alimentação, índice de massa corporal (IMC) elevado, hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM), dislipidemia (DLP) e história familiar de DAC.
  3. C) Os fatores de risco (FR) tradicionais para DAC incluem idade, tabagismo, estilo de vida sedentário, má alimentação, índice de massa corporal (IMC) elevado, hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM), dislipidemia (DLP) e não história familiar de DAC.
  4. D) Os fatores de risco (FR) tradicionais para DAC excluem idade, e consideram tabagismo, estilo de vida sedentário, má alimentação, índice de massa corporal (IMC) elevado, hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM), dislipidemia (DLP) e história familiar de DAC.

Pérola Clínica

DAC em mulheres pós-menopausa: FR incluem idade, tabagismo, sedentarismo, má alimentação, IMC ↑, HAS, DM, DLP, história familiar.

Resumo-Chave

A doença arterial coronariana é a principal causa de morte em mulheres pós-menopausa, superando o câncer. É fundamental reconhecer e manejar os fatores de risco tradicionais, que são amplamente os mesmos para ambos os sexos, mas podem ter manifestações e impacto diferentes nas mulheres.

Contexto Educacional

A Doença Arterial Coronariana (DAC) representa a principal causa de mortalidade em mulheres na pós-menopausa, superando a incidência e mortalidade por câncer de mama e outros cânceres ginecológicos. É um ponto crítico para a saúde pública e para a prática clínica do residente, que deve estar atento às especificidades da DAC no sexo feminino, embora os fatores de risco tradicionais sejam amplamente compartilhados com os homens. Os fatores de risco tradicionais para DAC incluem idade avançada, tabagismo, sedentarismo, má alimentação, índice de massa corporal (IMC) elevado (obesidade e sobrepeso), hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM), dislipidemia (DLP) e história familiar de DAC precoce. A menopausa, com a consequente perda da proteção hormonal estrogênica, acelera o desenvolvimento da aterosclerose e aumenta o risco cardiovascular em mulheres. A identificação e o manejo agressivo desses fatores de risco são pilares na prevenção primária e secundária da DAC. Residentes devem estar aptos a rastrear, diagnosticar e tratar essas condições, além de orientar sobre mudanças no estilo de vida, visando reduzir a morbimortalidade cardiovascular feminina e melhorar a qualidade de vida das pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são as particularidades da DAC em mulheres comparado aos homens?

Mulheres tendem a desenvolver DAC mais tardiamente, mas com maior prevalência de angina microvascular e síndrome coronariana sem obstrução significativa. Os sintomas podem ser atípicos, como fadiga e dispneia, e o prognóstico após um evento agudo pode ser pior.

Como a menopausa afeta o risco cardiovascular feminino?

A menopausa está associada à perda da proteção estrogênica, levando a um perfil lipídico desfavorável (aumento de LDL, diminuição de HDL), aumento da pressão arterial, disfunção endotelial e maior risco de desenvolver DAC.

Qual a importância da história familiar na avaliação do risco de DAC?

A história familiar de DAC precoce (homens <55 anos, mulheres <65 anos) é um fator de risco independente e significativo, indicando uma predisposição genética que deve ser considerada na estratificação de risco e nas estratégias de prevenção.

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