MedEvo Simulado — Prova 2026
Um homem de 62 anos, tabagista e hipertenso, possui diagnóstico de Doença Arterial Coronária (DAC) estável. Atualmente, apresenta episódios ocasionais de dor torácica aos grandes esforços (Classe Funcional CCS II), que melhoram prontamente com o repouso. Ele faz uso regular de betabloqueador e bloqueador dos canais de cálcio para controle sintomático. Uma cintilografia miocárdica de estresse realizada recentemente revelou isquemia de grau leve em parede inferior, sem outras alterações. Sobre o manejo clínico e a prevenção secundária nesse paciente, assinale a alternativa INCORRETA:
Na DAC estável, a revascularização melhora sintomas, mas NÃO reduz mortalidade comparada ao tratamento clínico otimizado.
O manejo da DAC estável foca em prevenção secundária (AAS, estatinas) e alívio sintomático; a revascularização é reservada para sintomas refratários ou anatomia de alto risco.
O manejo da DAC estável evoluiu para priorizar o tratamento clínico otimizado (TCO). O TCO atua na estabilização de placas ateroscleróticas em todo o leito vascular, enquanto a intervenção percutânea trata apenas uma lesão focal. A decisão por procedimentos invasivos deve ser compartilhada, focando na qualidade de vida e alívio de sintomas anginosos. Evidências robustas mostram que a mudança no estilo de vida, cessação do tabagismo e controle lipídico agressivo são os pilares que realmente alteram o prognóstico a longo prazo, sendo a intervenção mecânica uma ferramenta adjuvante para controle de sintomas.
Grandes estudos, como o ISCHEMIA e o COURAGE, demonstraram que, na DAC estável, a intervenção coronariana percutânea associada ao tratamento clínico não reduz o risco de morte ou infarto em comparação ao tratamento clínico isolado.
Inclui antiagregantes plaquetários (AAS), estatinas de alta intensidade para estabilização de placa, betabloqueadores e/ou bloqueadores de canais de cálcio para controle de angina, além de controle rigoroso de fatores de risco.
A revascularização é indicada para pacientes com sintomas persistentes apesar do tratamento clínico máximo, ou naqueles com anatomia de alto risco, como lesão de tronco de coronária esquerda ou disfunção ventricular grave.
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