Síndrome Oculoglandular de Parinaud: Diagnóstico e Causas

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2016

Enunciado

A síndrome oculoglandular de Parinaud está associada, mais frequentemente, à:

Alternativas

  1. A) Sífilis
  2. B) Tularemia
  3. C) Tuberculose
  4. D) Doença da arranhadura do gato

Pérola Clínica

Parinaud Oculoglandular = Conjuntivite granulomatosa unilateral + Linfadenopatia regional (Arranhadura do Gato).

Resumo-Chave

A causa mais comum da Síndrome Oculoglandular de Parinaud é a Bartonella henselae (Arranhadura do Gato), caracterizada por granulomas conjuntivais e linfonodo satélite.

Contexto Educacional

A Síndrome Oculoglandular de Parinaud é uma manifestação ocular clássica de doenças sistêmicas, sendo a principal causa a infecção pela Bartonella henselae. É fundamental que o residente saiba diferenciar esta condição de conjuntivites virais comuns, focando na presença do granuloma e da linfadenopatia satélite. Embora o gabarito fornecido indique sífilis, a literatura médica mundial e os principais tratados de oftalmologia e infectologia (como o Nelson e o Harrison) estabelecem a Doença da Arranhadura do Gato como a associação mais frequente. O reconhecimento precoce evita biópsias desnecessárias e direciona a investigação para zoonoses.

Perguntas Frequentes

Qual o agente etiológico mais comum da Síndrome Oculoglandular de Parinaud?

O agente mais comum é a Bartonella henselae, causadora da doença da arranhadura do gato. A infecção ocorre geralmente após contato com gatos (mordedura, arranhadura ou lambedura) que transmitem a bactéria para a conjuntiva. Outras causas menos frequentes incluem tularemia, esporotricose, tuberculose e sífilis, mas a Bartonella responde pela grande maioria dos casos clínicos típicos.

Como é o quadro clínico típico desta síndrome?

A síndrome manifesta-se como uma conjuntivite granulomatosa unilateral, com presença de nódulos ou granulomas na conjuntiva tarsal ou bulbar. O sinal patognomônico é a presença de linfadenopatia regional ipsilateral proeminente, geralmente pré-auricular, submandibular ou cervical, que pode evoluir para supuração. O paciente pode apresentar febre e mal-estar sistêmico.

Como é feito o diagnóstico e tratamento?

O diagnóstico é eminentemente clínico, reforçado pela história de contato com felinos. Sorologia para Bartonella henselae (IgM e IgG) ou PCR de material da conjuntiva/linfonodo confirmam o quadro. O tratamento é frequentemente autolimitado, mas o uso de antibióticos como azitromicina, doxiciclina ou ciprofloxacina pode acelerar a resolução e prevenir a supuração linfonodal.

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