HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021
Paciente, 23 anos, sexo feminino, vem ao pronto atendimento com história de dor em cotovelo direito há uma semana, acompanhado de um episódio de febre. Nega antecedentes patológicos ou uso de medicações ou substancias ilícitas. Refere gostar muito de animais e que, inclusive, participa de uma ONG que promove ações de cuidado com animais abandonados. Possui hábitos saudáveis de vida. Ao exame físico você percebe nodulações móveis e com discreta flogose dolorosa em cotovelo direito sem evidência de artrite. De acordo com os dados iniciais da síndrome descrita, estamos diante de um quadro infeccioso mais provavelmente causado por um agente:
Linfadenopatia regional + contato com gatos → Bartonella henselae (Gram-negativo).
A Bartonella henselae é um bacilo Gram-negativo fastidioso que causa linfadenopatia dolorosa próxima ao local de inoculação (arranhadura ou mordedura).
A Doença da Arranhadura do Gato (DAG) é uma importante causa de linfadenopatia crônica em crianças e adultos jovens. A Bartonella henselae, o agente causador, é transmitida entre gatos pela pulga (Ctenocephalides felis) e para humanos através da saliva do gato em ferimentos de arranhadura ou mordedura. Fisiopatologicamente, a bactéria induz uma resposta inflamatória granulomatosa nos linfonodos que drenam o local da inoculação. Embora a apresentação linfonodal seja a mais comum, formas atípicas como a Síndrome Oculoglandular de Parinaud, neurobartonelose e febre de origem indeterminada podem ocorrer. O reconhecimento do agente como um bacilo Gram-negativo é fundamental para a correta escolha terapêutica e compreensão da patogênese bacteriana.
O agente etiológico é a Bartonella henselae, uma bactéria pleomórfica, pequena e classificada como um bacilo Gram-negativo aeróbio e fastidioso.
Manifesta-se tipicamente com o surgimento de uma pápula ou pústula no local da inoculação, seguida, em 1 a 3 semanas, por uma linfadenopatia regional dolorosa (frequentemente axilar, cervical ou epitroclear) que pode supurar. Sintomas sistêmicos como febre e mal-estar podem estar presentes.
O diagnóstico é clínico-epidemiológico, podendo ser confirmado por sorologia (IFI ou ELISA) ou PCR. Em pacientes imunocompetentes, a doença costuma ser autolimitada, mas o uso de Azitromicina pode reduzir o volume linfonodal e acelerar a cura.
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