Doença de Alzheimer: Prevalência e Impacto na Memória

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2022

Enunciado

A despeito da doença de Alzheimer, tem-se como verdadeiro:

Alternativas

  1. A) Manifesta-se com rápida perda de memória (<6 meses) significativa.
  2. B) Delirium é raro.
  3. C) Responde por mais da metade dos casos de perda significativa da memória em pacientes com mais de 70 anos.
  4. D) Menos de 5%dos pacientes apresentam queixas não relacionadas a memória.
  5. E) Patologicamente, as anormalidades mais expressivas são observadas nas regiões cerebelares.

Pérola Clínica

Doença de Alzheimer = principal causa de demência em >70 anos, respondendo por >50% dos casos.

Resumo-Chave

A Doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, especialmente em idosos, sendo responsável por mais da metade dos casos de perda significativa de memória. Sua prevalência aumenta exponencialmente com a idade, tornando-a a principal causa de declínio cognitivo nessa faixa etária.

Contexto Educacional

A Doença de Alzheimer (DA) é a forma mais comum de demência, uma síndrome caracterizada por declínio cognitivo progressivo que interfere nas atividades diárias. Sua prevalência aumenta exponencialmente com a idade, tornando-a a principal causa de perda significativa de memória em pacientes com mais de 70 anos, respondendo por mais da metade dos casos de demência nessa faixa etária. É uma condição neurodegenerativa crônica e progressiva, com grande impacto na saúde pública e na qualidade de vida dos pacientes e seus cuidadores. A fisiopatologia da DA é complexa e envolve o acúmulo de placas de beta-amiloide extracelulares e emaranhados neurofibrilares intracelulares de proteína tau hiperfosforilada, levando à disfunção sináptica e morte neuronal. Clinicamente, manifesta-se inicialmente com perda de memória episódica recente, seguida por déficits em outras funções cognitivas como linguagem, praxia e funções executivas. O diagnóstico é predominantemente clínico, com suporte de exames de imagem e biomarcadores. O tratamento atual é sintomático, visando retardar a progressão dos sintomas e melhorar a qualidade de vida. Inclui inibidores da colinesterase (donepezila, rivastigmina, galantamina) e antagonistas do receptor NMDA (memantina). O prognóstico é de declínio progressivo, e o manejo envolve suporte multidisciplinar, incluindo terapia ocupacional, fisioterapia e apoio psicossocial.

Perguntas Frequentes

Qual a prevalência da Doença de Alzheimer em idosos?

A Doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência em idosos, respondendo por mais da metade dos casos de perda significativa de memória em pacientes com mais de 70 anos. Sua prevalência aumenta com a idade.

Quais são as principais características patológicas da Doença de Alzheimer?

Patologicamente, a Doença de Alzheimer é caracterizada pela presença de placas senis (depósitos extracelulares de peptídeo beta-amiloide) e emaranhados neurofibrilares (depósitos intracelulares da proteína tau hiperfosforilada), que levam à neurodegeneração.

Como o delirium se relaciona com a Doença de Alzheimer?

O delirium é uma condição aguda de confusão mental que é mais comum e frequentemente sobreposta em pacientes com Doença de Alzheimer. Pacientes com demência têm maior risco de desenvolver delirium, e este pode acelerar o declínio cognitivo.

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