Diagnóstico de Perda Cognitiva: Paciente vs. Familiar

UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2015

Enunciado

Rejane, 74 anos, trazida ao ambulatório pela filha para investigação de problemas de memória. Relata como antecedentes pessoais HAS, em uso de losartana 50 mg/dia e sobrepeso. Considera-se uma pessoa saudável. Pratica caminhada diariamente e uma vez por semana se reúne com as amigas para jogo de cartas. Viúva há 4 anos. A paciente nega qualquer queixa cognitiva, porém a filha demonstra grande preocupação porque recentemente a mãe se esqueceu completamente de uma consulta odontológica e se perdeu ao dirigir para o supermercado. Segundo informações da filha, os amigos também tem notado certa irritabilidade na paciente e descrevem que sua habilidade no jogo de cartas também se alterou. Quando questionada a respeito das queixas trazidas pela filha a paciente diz que todas essas alterações são normais do envelhecimento e que às vezes se esquece de onde guardou as chaves do carro e de nomes de algumas pessoas mais distantes, mas que habitualmente logo se lembra desses fatos. Assinale a alternativa CORRETA que reforça a hipótese de perda cognitiva real da paciente acima:

Alternativas

  1. A) Dificuldade para conciliar o sono.
  2. B) Irritabilidade com os amigos.
  3. C) A queixa é percebida mais pelo familiar do que pela paciente.
  4. D) A paciente habita domicílio sozinha.
  5. E) Relato da própria paciente de perdas na memória episódica. 

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