SUS-RR - Sistema Único de Saúde de Roraima — Prova 2021
FAS, 68 anos, sexo feminino, procura atendimento na UBS, por apresentar alterações de memória nos últimos meses, às vezes se confunde ao voltar para casa quando vai ao mercado. De acordo com o contexto, podemos afirmar que o Alzheimer pode se apresentar:
Alzheimer = perda de memória recente + declínio cognitivo lento e progressivo; dificuldade em fatos novos e orientação espacial.
A Doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência, caracterizada por um declínio cognitivo insidioso e progressivo, com a perda de memória recente sendo o sintoma inicial mais proeminente, seguido por dificuldades em outras funções cognitivas e comportamentais.
A Doença de Alzheimer (DA) é a causa mais comum de demência, uma síndrome caracterizada por declínio cognitivo progressivo que interfere nas atividades diárias. É uma doença neurodegenerativa crônica e irreversível, cuja prevalência aumenta significativamente com a idade. A importância clínica reside no seu impacto devastador na qualidade de vida dos pacientes e de seus cuidadores, além da crescente demanda por serviços de saúde. A fisiopatologia da DA envolve o acúmulo de placas de beta-amiloide e emaranhados neurofibrilares de proteína tau no cérebro, levando à disfunção sináptica e morte neuronal. O diagnóstico é clínico, baseado na história de um declínio cognitivo insidioso e progressivo, com a perda de memória recente sendo o sintoma inicial mais proeminente. Pacientes frequentemente apresentam dificuldade para aprender coisas novas, esquecem eventos recentes e podem ter problemas de orientação espacial, como a paciente do caso que se confunde ao voltar para casa. Atualmente, não há cura para a DA, e o tratamento é focado no manejo sintomático e na desaceleração da progressão da doença. Medicamentos como inibidores da colinesterase (donepezila, rivastigmina, galantamina) e antagonistas do receptor NMDA (memantina) são utilizados. O prognóstico é de declínio contínuo, com a duração da doença variando, mas geralmente levando à dependência total e, eventualmente, ao óbito por complicações. O reconhecimento precoce é vital para iniciar intervenções e planejar o cuidado.
Os primeiros sinais incluem dificuldade em lembrar informações recém-aprendidas, esquecimento de datas ou eventos importantes, repetição de perguntas, dificuldade em resolver problemas e desorientação em locais familiares, como o próprio bairro.
A doença progride lentamente, afetando inicialmente a memória e depois outras funções cognitivas como linguagem, raciocínio e julgamento. Em estágios avançados, há perda da capacidade de realizar atividades diárias e alterações comportamentais significativas, levando à dependência total.
Os principais diagnósticos diferenciais incluem demência vascular, demência com corpos de Lewy, demência frontotemporal, depressão (pseudodemência) e outras causas reversíveis de declínio cognitivo, como deficiências vitamínicas ou hipotireoidismo.
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