Alzheimer: Quando Suspender Inibidores da Acetilcolinesterase?

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025

Enunciado

Durante o acompanhamento de um paciente com doença de Alzheimer leve, que está em tratamento com galantamina, o médico decide revisar o esquema terapêutico. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença de Alzheimer do Ministério da Saúde, a situações que é recomenda a suspensão do uso de inibidores de acetilcolinesterase é quando o paciente:

Alternativas

  1. A) Não demonstra melhora cognitiva após 6 meses de tratamento, independente do escore do MEEM (miniexame do estado mental).
  2. B) Há melhora clínica significativa, sugerindo estabilização da doença, ou quando os escores do MEEM (miniexame do estado mental) ultrapassam 24 pontos.
  3. C) Apresenta escores no MEEM abaixo de 8 e CDR (Clinical Dementia Rating) igual a 3, ou quando há intolerância ao medicamento.
  4. D) Apresenta escores no MEEM (miniexame do estado mental) acima de 21 e CDR (Clinical Dementia Rating) igual a 1, ou quando há evidência de comorbidade cardiovascular não compensada.

Pérola Clínica

Suspender inibidores da acetilcolinesterase se MEEM < 8 + CDR = 3 ou intolerância medicamentosa.

Resumo-Chave

O PCDT do Ministério da Saúde preconiza a suspensão do tratamento farmacológico da Doença de Alzheimer quando a doença progride para estágio grave (CDR 3) com declínio cognitivo acentuado (MEEM < 8).

Contexto Educacional

O manejo farmacológico da Doença de Alzheimer (DA) no Brasil é estritamente regulamentado pelo PCDT. Os inibidores da acetilcolinesterase são indicados para DA leve a moderada. A lógica da suspensão em estágios avançados baseia-se na perda de benefício clínico significativo frente aos riscos de efeitos colaterais (principalmente gastrointestinais e bradicardia). O conhecimento das escalas MEEM e CDR é fundamental para o médico que atua na atenção primária ou geriatria, pois elas balizam a continuidade do fornecimento de medicação de alto custo pelo sistema público.

Perguntas Frequentes

Quais os critérios de suspensão do tratamento para Alzheimer no SUS?

De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde, a suspensão dos inibidores da acetilcolinesterase (como galantamina, donepezila e rivastigmina) é recomendada em três situações principais: quando o paciente apresenta escore no Miniexame do Estado Mental (MEEM) inferior a 8 pontos; quando o estadiamento clínico atinge o Clinical Dementia Rating (CDR) igual a 3 (estágio grave); ou em casos de intolerância medicamentosa grave que impeça a continuidade do uso.

A falta de melhora cognitiva em 6 meses justifica a suspensão?

Não necessariamente. Na Doença de Alzheimer, que é progressiva e degenerativa, a manutenção do status cognitivo ou a redução da velocidade de declínio já são consideradas respostas terapêuticas positivas. A suspensão baseada apenas na 'não melhora' não é a conduta padrão, a menos que os critérios de gravidade (MEEM < 8 e CDR 3) sejam atingidos.

O que é o CDR 3 na Doença de Alzheimer?

O CDR (Clinical Dementia Rating) 3 representa o estágio de demência grave. Nesse nível, o paciente apresenta perda severa de memória, orientação temporal e espacial muito prejudicada, incapacidade de lidar com problemas ou julgamentos, e necessita de auxílio total para cuidados pessoais e atividades de vida diária.

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