UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015
A Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta por deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais. Sobre a Doença de Alzheimer, assinale a alternativa CORRETA.
DA leve a moderada → tratamento de primeira linha com inibidores da colinesterase (Donepezila, Galantamina, Rivastigmina).
A Doença de Alzheimer é uma demência neurodegenerativa progressiva. Para as fases leve a moderada, os inibidores da colinesterase (Donepezila, Galantamina, Rivastigmina) são os fármacos de primeira linha, atuando ao aumentar a disponibilidade de acetilcolina na fenda sináptica.
A Doença de Alzheimer (DA) é a causa mais comum de demência, sendo um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal. Caracteriza-se por deterioração cognitiva e da memória, comprometimento das atividades de vida diária e sintomas neuropsiquiátricos. Afeta milhões de pessoas globalmente, com prevalência aumentando com a idade, e representa um desafio significativo para a saúde pública. A fisiopatologia da DA envolve o acúmulo de placas de beta-amiloide e emaranhados neurofibrilares de proteína tau hiperfosforilada no cérebro, levando à disfunção sináptica e morte neuronal. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios diagnósticos, com exclusão de outras causas de demência. Exames de imagem (RM, PET) e biomarcadores no líquor podem auxiliar, mas o diagnóstico definitivo é histopatológico post-mortem. O tratamento atual é sintomático e visa retardar a progressão da doença e manejar os sintomas. Para a DA leve a moderada, os inibidores da colinesterase (Donepezila, Galantamina e Rivastigmina) são a primeira linha, melhorando a função cognitiva ao aumentar a acetilcolina cerebral. Para a DA moderada a grave, a Memantina (um antagonista do receptor NMDA) pode ser adicionada. O manejo não farmacológico, incluindo suporte psicossocial e atividades cognitivas, também é fundamental.
Os fármacos de primeira linha para o tratamento da Doença de Alzheimer leve a moderada são os inibidores da colinesterase: Donepezila, Galantamina e Rivastigmina. Eles atuam aumentando a disponibilidade de acetilcolina no cérebro.
Os inibidores da colinesterase bloqueiam a enzima acetilcolinesterase, responsável pela degradação da acetilcolina na fenda sináptica. Ao inibir essa degradação, eles aumentam a concentração de acetilcolina, melhorando a neurotransmissão colinérgica e, consequentemente, os sintomas cognitivos.
Não, o diagnóstico definitivo da Doença de Alzheimer é histopatológico e só pode ser confirmado post-mortem, através da identificação de placas amiloides e emaranhados neurofibrilares no tecido cerebral. A biópsia cerebral em vida não é recomendada para fins diagnósticos de DA.
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