Doença de Alzheimer: Tratamento com Inibidores da Colinesterase

UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015

Enunciado

A Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta por deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais. Sobre a Doença de Alzheimer, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) As características seguintes aumentam a chance, e são suficientes para o diagnóstico de Doença de Alzheimer: início súbito, apoplético; achado neurológico focal precoce no curso da doença; ou convulsões ou distúrbios da marcha precoces no curso da doença. 
  2. B) O diagnóstico definitivo de Doença de Alzheimer só pode ser realizado por biópsia, com identificação do número apropriado de placas e enovelados em regiões específicas do cérebro. Logo, a biópsia é recomendada e necessária para o diagnóstico, independente da história clínica, e deve ser baseada em imagens da ressonância magnética consistente com demência.
  3. C) Os fármacos colinérgicos Donepezila,Galantamina e Rivastigmina são considerados os de primeira linha, estando todos eles recomendados para o tratamento da Doença de Alzheimer leve a moderada.
  4. D) Os inibidores da colinesterase estimulam a degradação da acetilcolina naturalmente secretada. Para serem úteis, tais fármacos devem cruzar a barreira hematoencefálica; para minimizar os efeitos adversos, devem estimular a degradação da acetilcolina a um menor grau no cérebro.
  5. E) O tratamento com a Donepezila deve-se iniciar com 50 mg/dia por via oral. A dose pode ser aumentada para 500 mg/dia após 1 semana, devendo ser administrada sempre pela manhã.

Pérola Clínica

DA leve a moderada → tratamento de primeira linha com inibidores da colinesterase (Donepezila, Galantamina, Rivastigmina).

Resumo-Chave

A Doença de Alzheimer é uma demência neurodegenerativa progressiva. Para as fases leve a moderada, os inibidores da colinesterase (Donepezila, Galantamina, Rivastigmina) são os fármacos de primeira linha, atuando ao aumentar a disponibilidade de acetilcolina na fenda sináptica.

Contexto Educacional

A Doença de Alzheimer (DA) é a causa mais comum de demência, sendo um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal. Caracteriza-se por deterioração cognitiva e da memória, comprometimento das atividades de vida diária e sintomas neuropsiquiátricos. Afeta milhões de pessoas globalmente, com prevalência aumentando com a idade, e representa um desafio significativo para a saúde pública. A fisiopatologia da DA envolve o acúmulo de placas de beta-amiloide e emaranhados neurofibrilares de proteína tau hiperfosforilada no cérebro, levando à disfunção sináptica e morte neuronal. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios diagnósticos, com exclusão de outras causas de demência. Exames de imagem (RM, PET) e biomarcadores no líquor podem auxiliar, mas o diagnóstico definitivo é histopatológico post-mortem. O tratamento atual é sintomático e visa retardar a progressão da doença e manejar os sintomas. Para a DA leve a moderada, os inibidores da colinesterase (Donepezila, Galantamina e Rivastigmina) são a primeira linha, melhorando a função cognitiva ao aumentar a acetilcolina cerebral. Para a DA moderada a grave, a Memantina (um antagonista do receptor NMDA) pode ser adicionada. O manejo não farmacológico, incluindo suporte psicossocial e atividades cognitivas, também é fundamental.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fármacos utilizados no tratamento da Doença de Alzheimer leve a moderada?

Os fármacos de primeira linha para o tratamento da Doença de Alzheimer leve a moderada são os inibidores da colinesterase: Donepezila, Galantamina e Rivastigmina. Eles atuam aumentando a disponibilidade de acetilcolina no cérebro.

Como os inibidores da colinesterase atuam na Doença de Alzheimer?

Os inibidores da colinesterase bloqueiam a enzima acetilcolinesterase, responsável pela degradação da acetilcolina na fenda sináptica. Ao inibir essa degradação, eles aumentam a concentração de acetilcolina, melhorando a neurotransmissão colinérgica e, consequentemente, os sintomas cognitivos.

O diagnóstico definitivo da Doença de Alzheimer pode ser feito por biópsia cerebral em vida?

Não, o diagnóstico definitivo da Doença de Alzheimer é histopatológico e só pode ser confirmado post-mortem, através da identificação de placas amiloides e emaranhados neurofibrilares no tecido cerebral. A biópsia cerebral em vida não é recomendada para fins diagnósticos de DA.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo