UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Uma mulher de 72 anos é trazida ao consultório pela filha, que relata um declínio progressivo da memória nos últimos dois anos. Inicialmente, a paciente começou a esquecer compromissos e a repetir histórias, mas atualmente tem dificuldade em realizar tarefas cotidianas, como cozinhar e pagar contas. No exame físico, a paciente está alerta, com sinais vitais normais. No exame neurológico, apresenta orientação temporal prejudicada, preservação da força muscular e ausência de sinais motores anormais. Assinale a alternativa que apresenta os achados de imagem ou laboratórios indicativos do diagnóstico.
Demência + declínio cognitivo + dificuldade AVDs → Atrofia hipocampal na RM = Alzheimer.
A atrofia hipocampal é um achado clássico e precoce na Ressonância Magnética de pacientes com Doença de Alzheimer, refletindo a degeneração neuronal nessa região crucial para a memória. É um marcador diagnóstico importante, especialmente em fases iniciais da doença.
A Doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência, caracterizada por um declínio cognitivo progressivo que afeta a memória, o raciocínio e a capacidade de realizar atividades da vida diária. Sua prevalência aumenta com a idade, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico significativo na geriatria. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios como os do DSM-5 ou NIA-AA, mas exames complementares são fundamentais. A ressonância magnética cerebral é essencial para identificar atrofia, especialmente no hipocampo e córtex entorrinal, que são marcadores precoces da doença. Outros exames, como PET com FDG ou amiloide, e análise de líquor (beta-amiloide, tau total e fosforilada), podem auxiliar na confirmação. O tratamento atual é sintomático, visando retardar a progressão e manejar os sintomas comportamentais. Inclui inibidores da colinesterase (donepezila, rivastigmina, galantamina) e memantina. O prognóstico é de progressão contínua, com a qualidade de vida do paciente e cuidadores sendo um foco central do manejo.
Os primeiros sinais incluem dificuldade em lembrar informações recém-aprendidas, esquecimento de compromissos, repetição de perguntas e dificuldade em lidar com tarefas complexas.
A RM é crucial para identificar atrofia cerebral, especialmente no hipocampo, e para excluir outras causas de demência, como tumores, hidrocefalia ou lesões vasculares.
A diferenciação envolve avaliação clínica detalhada, testes neuropsicológicos, exames de imagem (RM, PET) e, em alguns casos, análise de biomarcadores no líquor, buscando padrões específicos de cada demência.
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