Tratamento Farmacológico da Doença de Alzheimer

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente de 74 anos de idade foi trazida por sua filha ao ambulatório por alterações cognitivas progressivas há três anos. Refere dificuldades em lembrar eventos recentes, come compromissos e localização de objetos, mas mantém habilidades sociais preservadas. As comorbidades relatadas incluem hipertensão arterial controlada. Ao exame físico, apresentou, PA = 130 mmHg X 80 mmHg, FC = 76 bpm, FR = 18 irpm e SatO2 = 96%. Realizou mini-exame do estado mental (MEEM), no qual obteve 20/30 pontos, com prejuízo em memória e orientação temporal.\n\nCom relação ao citado caso clínico, qual tratamento farmacológico é recomendado para essa paciente?

Alternativas

  1. A) Memantina.
  2. B) Donepezila.
  3. C) Rivastigmina transdérmica.
  4. D) Galantamina. Atenção: Caso clínico para responder às questões de 61 a 63. Uma paciente de 62 anos de idade, obesa, que tem histórico de diabetes mellitus tipo 2 há 10 anos, procurou o ambulatório com queixas de parestesia nos pés e dificuldade de cicatrização de uma lesão no pé direito há três semanas. Encontra-se em uso de metformina e glimepirida. Ao exame físico, apresentou PA = 150 mmHg X 90 mmHg. FC = 86 bpm, FR = 18 irpm, SatO2 = 98%. Observou-se lesão úlcero-necrótica em planta do pé direito com bordas mal delimitadas e ausência de sinais inflamatórios exuberantes.

Pérola Clínica

Alzheimer leve a moderado (MEEM 10-26) → Inibidores da colinesterase (Donepezila, Galantamina ou Rivastigmina).

Resumo-Chave

A paciente apresenta um quadro típico de Doença de Alzheimer em fase leve/moderada. O tratamento padrão-ouro inicial visa aumentar a neurotransmissão colinérgica através de inibidores da acetilcolinesterase.

Contexto Educacional

A Doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência no idoso, caracterizada por depósitos de proteína beta-amiloide e emaranhados neurofibrilares de proteína tau. Clinicamente, manifesta-se por perda de memória episódica recente, desorientação e afasia progressiva. \n\nO tratamento atual é sintomático e não modifica o curso neurodegenerativo da doença, mas retarda a perda funcional. O Mini Exame do Estado Mental (MEEM) é uma ferramenta essencial para estadiamento e monitoramento da resposta terapêutica. Pacientes com MEEM entre 10 e 26 pontos são os principais candidatos ao início imediato com inibidores da colinesterase.

Perguntas Frequentes

Qual o mecanismo de ação da Donepezila?

A Donepezila é um inibidor reversível e específico da enzima acetilcolinesterase. Na Doença de Alzheimer, ocorre uma perda progressiva de neurônios colinérgicos. Ao inibir a enzima que degrada a acetilcolina na fenda sináptica, o fármaco aumenta a disponibilidade deste neurotransmissor, melhorando temporariamente a função cognitiva e as atividades de vida diária do paciente.

Como escolher entre Donepezila, Rivastigmina e Galantamina?

As três drogas possuem eficácia semelhante. A escolha baseia-se no perfil de efeitos colaterais e na via de administração. A Donepezila é administrada uma vez ao dia, o que facilita a adesão. A Rivastigmina possui apresentação em adesivo transdérmico (patch), sendo excelente para pacientes com intolerância gastrointestinal ou dificuldade de deglutição. A Galantamina exige ajuste de dose cuidadoso.

Quais os principais efeitos colaterais desses medicamentos?

Os efeitos mais comuns são gastrointestinais, devido ao aumento do tônus colinérgico: náuseas, vômitos, diarreia e perda de apetite. Outros efeitos importantes incluem bradicardia, distúrbios do sono (sonhos vívidos com a donepezila) e cãibras musculares. É fundamental realizar um ECG antes de iniciar o tratamento para descartar bloqueios de condução cardíaca.

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