Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2015
A doença de Alzheimer é a mais frequente doença neurodegenerativa. Trata-se de uma doença que acarreta alterações do funcionamento cognitivo (memória, linguagem, planejamento, habilidades visuais-espaciais) e muitas vezes também do comportamento (apatia, agitação, agressividade, delírios), que limitam progressivamente a pessoa nas suas atividades da vida diária. De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença de Alzheimer aprovado pela Portaria Nº 1.298, de 21 de Novembro de 2013, para o tratamento da DA, os fármacos que podem melhorar os sintomas primariamente nos domínios cognitivos e na função global, sendo indicados em demência leve a moderada são:
Donepezila, Galantamina, Rivastigmina são inibidores da acetilcolinesterase, indicados para Alzheimer leve a moderado, melhorando cognição.
Os inibidores da acetilcolinesterase (donepezila, galantamina e rivastigmina) são os fármacos de primeira linha para o tratamento da doença de Alzheimer leve a moderada. Eles atuam aumentando a disponibilidade de acetilcolina no cérebro, o que pode melhorar os sintomas cognitivos e a função global.
A Doença de Alzheimer (DA) é a forma mais comum de demência, caracterizada por um declínio progressivo da função cognitiva e alterações comportamentais, que impactam significativamente as atividades diárias. Sua fisiopatologia envolve o acúmulo de placas de beta-amiloide e emaranhados neurofibrilares de proteína tau, levando à disfunção e perda neuronal, especialmente em áreas relacionadas à memória e cognição. O tratamento farmacológico da DA visa principalmente o manejo sintomático. Para as fases leve a moderada da doença, os inibidores da acetilcolinesterase são a primeira linha de tratamento. Estes incluem donepezila, galantamina e rivastigmina. Eles atuam aumentando a disponibilidade de acetilcolina no cérebro, um neurotransmissor crucial para a memória e o aprendizado, cuja deficiência é uma característica da DA. Embora não curem a doença, esses medicamentos podem retardar a progressão dos sintomas cognitivos e comportamentais, melhorando a qualidade de vida do paciente e de seus cuidadores. Para as fases moderada a grave, a memantina (um antagonista do receptor NMDA) pode ser adicionada ou utilizada isoladamente. É fundamental que residentes compreendam as indicações e mecanismos de ação desses fármacos para um manejo adequado da DA.
Esses fármacos (donepezila, galantamina, rivastigmina) inibem a enzima acetilcolinesterase, responsável pela degradação da acetilcolina. Ao aumentar a concentração de acetilcolina na fenda sináptica, eles melhoram a transmissão colinérgica, que está deficiente na DA.
A memantina, um antagonista do receptor NMDA, é indicada para o tratamento da doença de Alzheimer moderada a grave. Ela atua modulando a neurotransmissão glutamatérgica, que pode estar hiperativa e causar neurotoxicidade na DA.
Os efeitos colaterais mais comuns incluem náuseas, vômitos, diarreia, cãibras musculares, fadiga e insônia. Geralmente são dose-dependentes e podem ser minimizados com titulação lenta da dose.
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