PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2022
Homem de 25 anos é admitido na enfermaria com hipotensão, hipoglicemia e vômitos. Seu sangue mostra um nível de sódio de 123mmol / L e um nível de potássio de 6,7mmol / L. Qual é a causa subjacente de seu distúrbio eletrolítico?
Hipotensão + Hipoglicemia + Hiponatremia + Hipercalemia → Crise Adrenal (Doença de Addison).
A combinação de hiponatremia e hipercalemia, juntamente com hipotensão e hipoglicemia, é altamente sugestiva de insuficiência adrenal primária (Doença de Addison). Isso ocorre devido à deficiência de aldosterona (mineralocorticoide), que leva à perda renal de sódio e retenção de potássio, e à deficiência de cortisol (glicocorticoide), que contribui para a hipotensão e hipoglicemia.
A Doença de Addison, ou insuficiência adrenal primária, é uma condição rara, mas potencialmente fatal, caracterizada pela destruição das glândulas adrenais, resultando em deficiência de cortisol e aldosterona. Sua importância clínica reside na necessidade de reconhecimento rápido, especialmente em situações de crise adrenal aguda, que pode mimetizar outras emergências e levar a desfechos graves se não tratada prontamente. É crucial para residentes compreenderem a fisiopatologia e as manifestações clínicas para um diagnóstico eficaz. A fisiopatologia envolve a perda da capacidade das adrenais de produzir hormônios esteroides. A deficiência de cortisol leva a hipoglicemia, fadiga e hipotensão, enquanto a deficiência de aldosterona causa desequilíbrios eletrolíticos, como hiponatremia (pela perda de sódio) e hipercalemia (pela retenção de potássio), além de contribuir para a hipotensão. A suspeita diagnóstica surge com a tríade de hipotensão, hipoglicemia e distúrbios eletrolíticos específicos, principalmente em pacientes com hiperpigmentação ou histórico de doenças autoimunes. O tratamento da Doença de Addison consiste na reposição hormonal com glicocorticoides (hidrocortisona) e mineralocorticoides (fludrocortisona). Em crises adrenais, a reposição intravenosa de fluidos, glicose e altas doses de glicocorticoides é vital. O prognóstico é bom com tratamento adequado, mas a educação do paciente sobre a necessidade de doses aumentadas em situações de estresse (doença, cirurgia) é fundamental para prevenir crises futuras.
Os principais sinais e sintomas incluem fadiga, fraqueza muscular, perda de peso, hipotensão postural, hiperpigmentação da pele e mucosas, além de distúrbios gastrointestinais como náuseas e vômitos. Em crises agudas, pode haver hipotensão grave e choque.
A hiponatremia e a hipercalemia ocorrem devido à deficiência de aldosterona, um mineralocorticoide produzido pelas glândulas adrenais. A aldosterona é responsável pela reabsorção de sódio e excreção de potássio nos rins; sua ausência leva à perda de sódio e retenção de potássio.
A combinação de hipotensão, hipoglicemia, hiponatremia e hipercalemia é altamente sugestiva de Doença de Addison. Outras causas podem apresentar alguns desses sintomas, mas raramente a combinação clássica de distúrbios eletrolíticos. O diagnóstico definitivo envolve testes hormonais, como dosagem de cortisol e ACTH.
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