Doença de Addison: Sinais, Sintomas e Diagnóstico Chave

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025

Enunciado

Um paciente apresenta sintomas de fadiga, perda de peso e pressão arterial baixa. No exame, há hiperpigmentação da pele e das membranas mucosas. Qual é o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Síndrome de Cushing;
  2. B) Doença de Addison;
  3. C) Feocromocitoma;
  4. D) Síndrome de Conn.

Pérola Clínica

Fadiga + Perda peso + Hipotensão + Hiperpigmentação pele/mucosas → Doença de Addison.

Resumo-Chave

A Doença de Addison, ou insuficiência adrenal primária, é caracterizada pela destruição do córtex adrenal, levando à deficiência de cortisol e aldosterona. A hiperpigmentação da pele e mucosas é um sinal clássico devido ao aumento compensatório do ACTH, que possui atividade melanocortina-estimulante. Os outros sintomas refletem a deficiência hormonal.

Contexto Educacional

A Doença de Addison, também conhecida como insuficiência adrenal primária crônica, é uma condição rara, mas potencialmente fatal, caracterizada pela destruição progressiva do córtex adrenal, resultando em deficiência de glicocorticoides (principalmente cortisol) e mineralocorticoides (principalmente aldosterona). A etiologia mais comum é autoimune, mas pode ser causada por infecções (como tuberculose), hemorragia adrenal ou metástases. O reconhecimento precoce é crucial para evitar uma crise adrenal. Os sintomas da Doença de Addison são insidiosos e inespecíficos no início, incluindo fadiga, fraqueza, perda de peso, anorexia, náuseas e vômitos. A deficiência de mineralocorticoides leva à hipotensão postural, hiponatremia e hipercalemia. O sinal mais distintivo da insuficiência adrenal primária é a hiperpigmentação da pele e das membranas mucosas, especialmente em áreas expostas ao sol, dobras cutâneas, cicatrizes e gengivas. Isso ocorre devido ao aumento compensatório do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), que estimula a produção de melanina. O diagnóstico é confirmado pela dosagem de cortisol sérico basal baixo e ACTH plasmático elevado, seguido pelo teste de estimulação com ACTH (teste da cosintropina). O tratamento consiste na reposição hormonal vitalícia com glicocorticoides (hidrocortisona ou prednisona) e mineralocorticoides (fludrocortisona). A educação do paciente sobre a doença, a necessidade de aumentar a dose de glicocorticoides em situações de estresse e o uso de pulseira de identificação médica são fundamentais para prevenir crises adrenais.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da Doença de Addison?

Os sintomas clássicos incluem fadiga crônica, fraqueza muscular, perda de peso, anorexia, náuseas, vômitos, dor abdominal, hipotensão postural e, notavelmente, hiperpigmentação da pele e mucosas.

Por que ocorre hiperpigmentação na Doença de Addison?

A hiperpigmentação ocorre devido à insuficiência adrenal primária, que leva a um aumento compensatório na secreção de ACTH pela hipófise. O ACTH compartilha uma sequência de aminoácidos com o hormônio estimulador de melanócitos (MSH), resultando em estimulação da produção de melanina.

Como a Doença de Addison é diagnosticada?

O diagnóstico é feito pela dosagem de cortisol sérico basal baixo e ACTH plasmático elevado, confirmados pelo teste de estimulação com ACTH (teste da cosintropina), que mostrará uma resposta de cortisol inadequada.

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