UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
Leia o texto abaixo para responder a questão.“Aos 43 anos, John Kennedy foi o homem mais jovem eleito para a presidência dos Estados Unidos. Ao que tudo indicava, ele era a imagem da saúde e da vitalidade. Mas, na verdade, ele tinha o mais complexo histórico de saúde de qualquer pessoa a ocupar a Casa Branca. Dentre os seus diagnósticos figuravam: doença de Addison autoimune, tireoidite de Hashimoto e doença celíaca”.( Fonte: Mandel LR. Endocrine and autoimmune aspects of the health history of John F. Kennedy. Ann Intern Med. 2009 Sep 1;151(5):350-4.)De acordo com o Texto acima, é correto afirmar que:
Doença de Addison → Deficiência mineralocorticoide causa hipovolemia, hipotensão, hiponatremia, hipercalemia e avidez por sal.
A doença de Addison, uma insuficiência adrenal primária, cursa com deficiência de glicocorticoides e mineralocorticoides. A deficiência de mineralocorticoides é responsável por distúrbios hidroeletrolíticos como hiponatremia e hipercalemia, além de hipovolemia e hipotensão, com a avidez por sal sendo um sintoma característico.
A Doença de Addison é uma insuficiência adrenal primária, caracterizada pela destruição do córtex adrenal, resultando em deficiência de glicocorticoides (cortisol), mineralocorticoides (aldosterona) e, em mulheres, androgênios adrenais. A etiologia mais comum é autoimune. A deficiência de mineralocorticoides é particularmente importante, pois a aldosterona regula o balanço hidroeletrolítico, promovendo a reabsorção de sódio e excreção de potássio nos túbulos renais. Sua ausência leva a perdas de sódio e água, resultando em hipovolemia e hipotensão, e retenção de potássio, causando hipercalemia. A avidez por sal é um sintoma clássico devido à perda de sódio. O diagnóstico da Doença de Addison é suspeitado clinicamente por sintomas como fadiga, fraqueza, perda de peso, hiperpigmentação cutânea e mucosas, hipotensão e distúrbios eletrolíticos. É confirmado por testes laboratoriais que mostram cortisol sérico baixo e ACTH elevado, além de um teste de estimulação com ACTH (Synacthen) que não eleva o cortisol. A tireoidite de Hashimoto e a doença celíaca, mencionadas no texto, são condições autoimunes que frequentemente coexistem com a Doença de Addison, formando as Síndromes Poliglandulares Autoimunes, o que ressalta a importância da investigação de outras autoimunidades. O tratamento da Doença de Addison consiste na reposição hormonal. Glicocorticoides (hidrocortisona ou prednisona) são administrados diariamente, e a dose deve ser ajustada em situações de estresse (febre, cirurgia, trauma) para prevenir uma crise adrenal, uma emergência médica grave. Mineralocorticoides (fludrocortisona) são necessários para repor a aldosterona e corrigir os distúrbios hidroeletrolíticos. O acompanhamento regular é essencial para otimizar as doses e monitorar os eletrólitos, garantindo a qualidade de vida do paciente e prevenindo complicações.
A deficiência de mineralocorticoides leva à perda de sódio e retenção de potássio, resultando em hiponatremia, hipercalemia, hipovolemia, hipotensão postural e, clinicamente, avidez por sal.
Em situações de estresse (febre, cirurgia, trauma), a dose de glicocorticoide deve ser aumentada (dose de estresse) para prevenir uma crise adrenal, e nunca suspensa.
A Doença de Addison frequentemente se associa a outras doenças autoimunes, como tireoidite de Hashimoto e doença celíaca, caracterizando as Síndromes Poliglandulares Autoimunes (SPA), que são classificadas em tipos 1, 2 e 3, dependendo das associações.
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