Fundação Universidade Federal do Tocantins - Campus Palmas — Prova 2015
Paciente de 21 anos, sexo feminino, foi admitida em serviço de clínica médica com astenia, anorexia, emagrecimento de cerca de 5 kg, hipotensão, dores abdominais e hiperpigmentação, com 2 meses de evolução. Nos antecedentes pessoais não havia história de tuberculose, trauma ou cirurgia. Negava hábitos alcoólicos, drogas ou qualquer outra medicação. Os antecedentes familiares eram irrelevantes. Na admissão, a doente apresentava-se deprimida e emagrecida com hiperpigmentação na face, linhas interdigitais da palma das mãos e nos lábios. A pressão arterial era de 80 x 44 mmHg, o pulso era de 110 bpm e não tinha febre. A ausculta cardíaca e pulmonar eram normais. A palpação abdominal era normal, o baço e o fígado não eram palpáveis. Os exames laboratoriais revelaram: hemoglobina = 12,8 g/dl; leucócitos = 7,4 x 10/L com 42% de linfócitos e 49% de neutrófilos; 5% de eosinófilos; 4% de monócitos e 0% de basófilos; plaquetas = 264 x 10/L. Velocidade de sedimentação na 1º hora: 11 mm (Westergreen). Proteína C-reativa: negativa; sódio = 135 mmol/L; potássio 6,8 mmol/L; cálcio = 10.1 mg/dl; magnésio = 1,81 mg/dl; fósforo = 6,66 mg/dl; glicose = 80 mg/dl, ureia = 22.1 mg/dl; creatinina = 0.68 mg/dl; AST = 60 U/L; ALT = 47 U/L; bilirrubina total = 0.7 mg/dl. O estudo da coagulação do sangue era normal. ACTH = 2302.0 pg/ml (normal = 7.0-51); cortisol (manhã e tarde) < 0.2 mg/dl (normal = 4.3-22.4); aldosterona: indetectável (normal = 10-160 pg/ml); renina = 969.0 pg/ml (normal = 3.6-20.1 pg/ml). Baseado na história clínica acima, qual o diagnóstico MAIS PROVÁVEL da paciente?
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