Doença de Addison: Sinais, Sintomas e Diagnóstico Chave

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024

Enunciado

Um adolescente de 14 anos apresenta quadro de fadiga, perda de peso e bronzeamento da pele, apesar da baixa exposição solar. O paciente possui histórico de hipotensão ortostática. Na avaliação laboratorial dos eletrólitos, apresenta hiponatremia e hipercalcemia. Nesse contexto, assinale a alternativa que corresponde ao diagnóstico do paciente.

Alternativas

  1. A) Doença de Addison.
  2. B) Diabetes mellitus tipo 1.
  3. C) Hipotireoidismo.
  4. D) Síndrome de Cushing.
  5. E) Insuficiência Renal Crônica.

Pérola Clínica

Fadiga + perda de peso + hiperpigmentação + hipotensão + hiponatremia/hipercalcemia → Suspeitar fortemente de Doença de Addison.

Resumo-Chave

A combinação de fadiga, perda de peso, hiperpigmentação cutânea (bronzeamento), hipotensão ortostática, hiponatremia e hipercalcemia é altamente sugestiva de Doença de Addison (insuficiência adrenal primária), devido à deficiência de cortisol e aldosterona.

Contexto Educacional

A Doença de Addison, ou insuficiência adrenal primária, é uma condição rara, mas grave, caracterizada pela destruição bilateral do córtex adrenal, resultando em deficiência na produção de cortisol, aldosterona e androgênios adrenais. A causa mais comum é autoimune, mas outras etiologias incluem infecções (como tuberculose), metástases e hemorragia adrenal. O reconhecimento precoce é crucial, pois uma crise adrenal aguda pode ser fatal. Os sintomas são muitas vezes insidiosos e inespecíficos no início, incluindo fadiga progressiva, perda de peso, anorexia e fraqueza muscular. Sinais mais específicos que devem levantar a suspeita incluem hiperpigmentação da pele e mucosas (especialmente em áreas expostas ao sol, cicatrizes e dobras), hipotensão ortostática e desejo por sal. A hiperpigmentação é um marcador importante da insuficiência adrenal primária, diferenciando-a da secundária, onde o ACTH não está elevado. Laboratorialmente, a Doença de Addison é frequentemente associada a hiponatremia (devido à deficiência de aldosterona e cortisol) e hipercalemia (devido à deficiência de aldosterona). A hipercalcemia, embora menos comum, pode estar presente em alguns pacientes. O diagnóstico é confirmado pela dosagem de cortisol basal baixo e ACTH elevado, seguido pelo teste de estímulo com ACTH sintético (Synacthen). O tratamento consiste na reposição hormonal com glicocorticoides (hidrocortisona) e mineralocorticoides (fludrocortisona).

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da Doença de Addison?

Os principais sintomas incluem fadiga crônica, perda de peso, fraqueza muscular, hiperpigmentação da pele e mucosas, hipotensão ortostática, náuseas, vômitos e dor abdominal.

Por que ocorre hiperpigmentação na Doença de Addison?

A hiperpigmentação ocorre devido ao aumento compensatório da secreção de ACTH pela hipófise, que compartilha uma porção de sua sua molécula precursora (POMC) com o hormônio estimulador de melanócitos (MSH).

Quais alterações eletrolíticas são comuns na insuficiência adrenal?

As alterações eletrolíticas mais comuns são hiponatremia (devido à deficiência de aldosterona e excesso de ADH) e hipercalemia. A hipercalcemia pode ocorrer em uma minoria dos casos.

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