Doação de Órgãos: O Que o Doador Vivo Pode Doar?

UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2019

Enunciado

O Brasil possui o maior sistema público de transplantes no mundo, sendo, atualmente, cerca de 95% dos procedimentos de todo o Brasil financiados pelo SUS. A doação de órgãos ou tecidos pode advir de doadores vivos ou falecidos. Com relação a esse tema, é possível afirmar que:

Alternativas

  1. A) o doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado ou do pulmão e medula óssea.
  2. B) para um cônjuge ser doador, há a necessidade de autorização judicial.
  3. C) doador falecido é a pessoa em morte encefálica que deixou autorização para doação de órgãos e/ou tecidos.
  4. D) o doador vivo pode doar somente um dos rins e medula óssea.
  5. E) a taxa de recusa familiar abaixo dos 23% foi a responsável pelo recorde de doadores de órgão no país em 2016.

Pérola Clínica

Doador vivo pode doar rim, parte do fígado/pulmão e medula óssea, sem necessidade de autorização judicial para parentes até 4º grau.

Resumo-Chave

A legislação brasileira permite que doadores vivos doem órgãos ou tecidos que não comprometam sua própria saúde e que sejam passíveis de regeneração ou que a perda de parte não impeça o funcionamento adequado. Isso inclui um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão e medula óssea. Para doadores não-parentes, a autorização judicial é necessária.

Contexto Educacional

O sistema de transplantes no Brasil é um dos maiores do mundo, com o Sistema Único de Saúde (SUS) financiando a vasta maioria dos procedimentos. A doação de órgãos e tecidos é um pilar fundamental para o sucesso dos transplantes, podendo ser realizada por doadores vivos ou falecidos, cada um com suas particularidades e regulamentações específicas. A doação por doador vivo é uma opção para órgãos ou tecidos que podem ser doados sem comprometer a saúde do doador e que possuem capacidade de regeneração ou cuja perda parcial é compatível com a vida. Isso inclui um dos rins, parte do fígado (segmentos), parte do pulmão (lobo) e medula óssea. Para a doação entre parentes consanguíneos até o quarto grau (pais, irmãos, filhos, avós, netos, tios, sobrinhos, primos), não é necessária autorização judicial. Para não-parentes, a autorização judicial é obrigatória. A doação por doador falecido ocorre após a confirmação de morte encefálica, que é a parada irreversível das funções cerebrais. A autorização para a doação deve ser concedida pelos familiares diretos. A taxa de recusa familiar é um dos principais desafios para o aumento do número de transplantes no país. A compreensão das leis e dos processos de doação é essencial para profissionais de saúde que atuam na captação e no acompanhamento de pacientes transplantados.

Perguntas Frequentes

Quais órgãos um doador vivo pode doar no Brasil?

Um doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão e medula óssea, desde que a doação não comprometa sua saúde e bem-estar.

Quando é necessária autorização judicial para doação de doador vivo?

A autorização judicial é necessária quando o doador vivo não é parente até o quarto grau do receptor ou quando há dúvidas sobre a voluntariedade da doação ou a capacidade do doador.

Quem é considerado doador falecido para transplantes?

Doador falecido é a pessoa diagnosticada com morte encefálica, cujos familiares (cônjuge ou parentes maiores de idade, obedecida a linha sucessória reta ou colateral até o segundo grau) autorizam a doação de órgãos e/ou tecidos.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo