Doação de Órgãos e Tecidos: Critérios para Doador Falecido

HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2021

Enunciado

O transplante pode ser a única escolha para portadores de alguma doença terminal, representando uma alternativa terapêutica segura e eficaz. Considerando a classificação de potenciais doadores falecidos por morte cardiorrespiratória de órgãos e tecidos para transplantes, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) Constatada a morte cerebral, é possível doar corações, pulmões e fígados.
  2. B) Se parada cardíaca maior que 6 horas, é possível a retirada de órgãos, em especial, os rins.
  3. C) Se parada cardíaca maior que 6 horas, podem ser doados apenas tecidos.
  4. D) Constatada a morte cerebral, é possível doar vasos, pele, ossos e tecidos.

Pérola Clínica

Doador falecido por parada cardíaca > 6h → apenas tecidos (córneas, pele, ossos) podem ser doados.

Resumo-Chave

Após parada cardíaca prolongada (maior que 6 horas), a viabilidade dos órgãos para transplante é comprometida devido ao tempo de isquemia quente, que causa danos irreversíveis. No entanto, alguns tecidos, como córneas, pele e ossos, são mais resistentes à isquemia e ainda podem ser doados, desde que a captação ocorra dentro de um período específico.

Contexto Educacional

A doação de órgãos e tecidos é um pilar fundamental da medicina de transplantes, oferecendo uma nova chance de vida ou melhoria significativa da qualidade de vida para pacientes com doenças terminais. No Brasil, a doação pode ocorrer de doadores vivos ou falecidos. Os doadores falecidos são classificados principalmente em duas categorias: aqueles com morte cerebral e aqueles com morte cardiorrespiratória. A doação de órgãos vitais (coração, pulmões, fígado, rins, pâncreas) é possível apenas em doadores com morte cerebral, pois a circulação e oxigenação dos órgãos são mantidas artificialmente até a captação, minimizando o tempo de isquemia quente. Nesses casos, uma ampla gama de órgãos e tecidos pode ser doada. Em contraste, doadores falecidos por morte cardiorrespiratória (parada cardíaca) têm um tempo limitado para a captação de tecidos. Se a parada cardíaca for maior que 6 horas, a viabilidade dos órgãos é irreversivelmente comprometida. No entanto, alguns tecidos, como córneas, pele, ossos, tendões e valvas cardíacas, são mais tolerantes à isquemia e podem ser captados em um período de até 6 a 24 horas após a morte, dependendo do tecido e das condições de preservação. É crucial entender essas distinções para otimizar o processo de doação e transplante.

Perguntas Frequentes

Quais órgãos podem ser doados após morte cerebral?

Após a constatação de morte cerebral, é possível doar coração, pulmões, fígado, rins, pâncreas, intestino e tecidos como córneas, pele, ossos e valvas cardíacas, pois a circulação é mantida artificialmente.

Qual o limite de tempo para doação de órgãos após parada cardíaca?

Para doação de órgãos vitais, o doador deve estar em morte cerebral. Após parada cardíaca, o tempo de isquemia quente compromete a viabilidade dos órgãos. Para tecidos, a captação deve ocorrer em até 6-24 horas após a parada cardíaca, dependendo do tecido.

Quais tecidos podem ser doados após morte cardiorrespiratória prolongada?

Após parada cardiorrespiratória prolongada (geralmente > 6 horas), apenas tecidos como córneas, pele, ossos, tendões e valvas cardíacas podem ser doados, pois são mais resistentes à isquemia e podem ser preservados por mais tempo.

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