CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2015
Em um caso de degeneração da mácula relacionado à idade (DMRI), qual dos quadros abaixo descritos tem melhor indicação de tratamento com antiangiogênico?
DMRI Úmida → Anti-VEGF se houver extravasamento na Angio ou fluido no OCT.
O tratamento com antiangiogênicos (anti-VEGF) é indicado exclusivamente para a forma exsudativa da DMRI, identificada por sinais de atividade neovascular.
A DMRI é a principal causa de cegueira irreversível em idosos em países desenvolvidos. A forma exsudativa, embora menos comum que a seca, é responsável pela maioria dos casos de perda visual severa. A angiografia com fluoresceína demonstra o extravasamento (leakage) do contraste, enquanto o OCT permite uma análise estrutural detalhada das camadas da retina e do espaço sub-retiniano. O advento da terapia anti-VEGF revolucionou o prognóstico, transformando uma doença antes incurável em uma condição controlável, desde que o tratamento seja mantido com regimes de injeções intravítreas periódicas.
A DMRI seca (atrófica) é caracterizada por drusas e atrofia do epitélio pigmentado, progredindo lentamente. A DMRI exsudativa (úmida) envolve o crescimento de vasos anormais (neovascularização de coroide) que vazam fluido ou sangue, causando perda visual rápida.
No OCT, a presença de fluido sub-retiniano, fluido intra-retiniano (edema cistóide) ou descolamento do epitélio pigmentado (DEP) com sinais de atividade são indicações clássicas para o início ou manutenção das injeções de anti-VEGF.
Os fármacos anti-VEGF (como Ranibizumabe, Aflibercepte e Bevacizumabe) bloqueiam o fator de crescimento endotelial vascular, reduzindo a permeabilidade dos vasos anormais e promovendo a regressão da neovascularização, estabilizando ou melhorando a visão.
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