CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2018
Sobre esta paciente com DMRI, em tratamento com anti-angiogênico (imagens antes e depois de duas injeções realizadas), com os exames abaixo, podemos afirmar:
DMRI exsudativa com melhora parcial pós-anti-VEGF → Manter tratamento para consolidar resposta.
A presença de fluido intra ou sub-retiniano na DMRI indica atividade da membrana neovascular; a melhora após injeções iniciais justifica a continuidade do protocolo de tratamento (Treat-and-Extend ou Pro-re-nata).
A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) na sua forma exsudativa é caracterizada pelo desenvolvimento de membranas neovasculares coroidais. O advento dos inibidores de VEGF revolucionou o tratamento, transformando uma doença de cegueira quase certa em uma condição controlável. O acompanhamento é feito primordialmente através da acuidade visual e do OCT. Na prática clínica, a resposta ao tratamento é avaliada pela redução do espessamento macular e do fluido. Uma resposta parcial após as primeiras doses é comum e indica que o mecanismo fisiopatológico está sendo atingido, reforçando a necessidade de completar o ciclo de indução e prosseguir para a fase de manutenção para evitar a fibrose sub-retiniana.
O objetivo principal é a inibição do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), que reduz a permeabilidade vascular e promove a regressão de membranas neovasculares sub-retinianas. Isso resulta na reabsorção do fluido intra-retiniano e sub-retiniano, estabilizando ou melhorando a visão do paciente. O tratamento geralmente começa com uma fase de indução (mensal) seguida de regimes de manutenção personalizados.
A troca de medicação (ex: de Ranibizumabe para Aflibercepte ou Brolucizumabe) deve ser considerada quando há persistência de fluido ou piora anatômica e funcional após um número adequado de injeções (geralmente 3 a 6) em intervalos curtos, caracterizando uma resposta insuficiente ou taquifilaxia, e não apenas por uma regressão parcial inicial.
Sinais nas camadas externas, como a integridade da zona elipsoide e da membrana limitante externa, são biomarcadores prognósticos cruciais. Se estas camadas estiverem preservadas, o potencial de recuperação visual é maior. Danos extensos nessas áreas sugerem atrofia ou cicatriz disciforme, o que limita severamente o prognóstico visual final.
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