UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Divertículos esofágicos são, por definição, formações saculares ou receptáculos formados pela protusão de uma ou mais camadas da parede do esôfago. Sobre os divertículos esofágicos assinale a opção incorreta.
Divertículos esofágicos: Zenker é faringoesofágico (não esofágico anatômico), Killian-Jamieson é raro; complicação rara = carcinoma; mais comum em homens e caucasianos.
Divertículos esofágicos são protusões saculares da parede do esôfago. O Divertículo de Zenker, embora frequentemente discutido com os esofágicos, é na verdade um divertículo faringoesofágico. A incidência desses divertículos é maior em homens e em populações caucasianas, e uma complicação rara, mas séria, é a transformação maligna em carcinoma.
Divertículos esofágicos são formações saculares que se projetam da parede do esôfago, podendo ser classificados como de pulsão (devido ao aumento da pressão intraluminal) ou de tração (devido à inflamação e fibrose extrínseca). O Divertículo de Zenker, embora frequentemente estudado no contexto esofágico, é tecnicamente um divertículo faringoesofágico, localizado na parede posterior da faringe, na área de fraqueza conhecida como triângulo de Killian, acima do músculo cricofaríngeo. O Divertículo de Killian-Jamieson é um divertículo cervical lateral, mais raro, que se projeta através de uma área de fraqueza na parede lateral do esôfago cervical, inferior ao músculo cricofaríngeo. A fisiopatologia dos divertículos de pulsão, como o de Zenker e os epifrênicos, está frequentemente associada a distúrbios de motilidade esofágica, como acalasia ou espasmo esofágico difuso, que aumentam a pressão intraluminal. Os divertículos de tração, por sua vez, são geralmente causados por processos inflamatórios mediastinais que puxam a parede esofágica. Uma complicação rara, mas significativa, de qualquer divertículo esofágico, especialmente os de Zenker, é o desenvolvimento de carcinoma escamoso devido à irritação crônica e estase alimentar no saco diverticular. Em termos de epidemiologia, os divertículos esofágicos são mais prevalentes em homens e em indivíduos de ascendência caucasiana, com a incidência aumentando com a idade. O conhecimento dessas características é fundamental para o diagnóstico diferencial de disfagia, regurgitação e halitose, sintomas comuns associados a essas condições. O manejo varia desde a observação em casos assintomáticos até a intervenção cirúrgica para divertículos sintomáticos ou com complicações, como o carcinoma, sendo um tópico relevante para a prática clínica e para a preparação para provas de residência em cirurgia geral e gastroenterologia.
Os principais tipos são o divertículo de Zenker (faringoesofágico), divertículos de médio esôfago (por tração ou pulsão) e divertículos epifrênicos (próximos ao diafragma). O divertículo de Killian-Jamieson é um tipo raro de divertículo cervical lateral.
Uma complicação rara, mas grave, é o desenvolvimento de carcinoma dentro do saco diverticular, especialmente em divertículos de Zenker de longa data, devido à estase alimentar e inflamação crônica.
Divertículos esofágicos são mais comuns em homens e em indivíduos caucasianos, com a incidência aumentando com a idade. O divertículo de Zenker é o mais comum, geralmente afetando idosos.
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