HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2025
Homem, de 74 anos de idade, comparece ao ambulatório com queixa de tosse persistente, salivação excessiva e disfagia intermitente há alguns anos. Evoluiu nos últimos meses com halitose, regurgitação de material não digerido e infecções respiratórias recorrentes. Os exames complementares evidenciaram a alteração que pode ser vista na imagem a seguir: Considerando a principal hipótese diagnóstica, assinale a afirmação correta:
Divertículo de Zenker = herniação da mucosa faríngea pelo triângulo de Killian, causando disfagia, regurgitação e halitose.
O divertículo de Zenker é um pseudodivertículo por pulsão, que ocorre na parede posterior da faringe, acima do músculo cricofaríngeo. A herniação através do triângulo de Killian é sua característica anatômica e fisiopatológica principal, levando aos sintomas de acúmulo de alimentos e regurgitação.
O divertículo de Zenker, ou divertículo faringoesofágico, é uma condição relativamente rara, mais comum em idosos, caracterizada pela herniação da mucosa faríngea através de uma área de fraqueza na parede posterior da faringe, conhecida como triângulo de Killian. É um pseudodivertículo, pois não envolve todas as camadas da parede esofágica. Sua importância clínica reside nos sintomas progressivos e nas complicações potenciais. A fisiopatologia envolve uma disfunção do músculo cricofaríngeo, que não relaxa adequadamente durante a deglutição, aumentando a pressão intraluminal e forçando a mucosa a herniar. Os sintomas incluem disfagia orofaríngea, regurgitação de alimentos não digeridos, halitose e tosse crônica, que podem levar a infecções respiratórias por aspiração. O diagnóstico é feito principalmente por esofagograma baritado, que visualiza a bolsa diverticular. O tratamento do divertículo de Zenker é cirúrgico, especialmente para divertículos sintomáticos ou maiores. As abordagens incluem a diverticulotomia (ressecção) ou diverticulopexia (suspensão), sempre combinadas com a miotomia do músculo cricofaríngeo para tratar a disfunção subjacente e prevenir a recorrência. A cirurgia pode ser realizada por via aberta cervical ou endoscópica, dependendo do tamanho e características do divertículo.
Os sintomas clássicos incluem disfagia orofaríngea, regurgitação de alimentos não digeridos, halitose, tosse crônica e, em casos avançados, infecções respiratórias de repetição devido à aspiração.
O diagnóstico é primariamente realizado por esofagograma baritado, que demonstra a bolsa herniada. A endoscopia deve ser realizada com cautela devido ao risco de perfuração.
O tratamento cirúrgico envolve a diverticulotomia (ressecção do divertículo) ou diverticulopexia (suspensão do divertículo), sempre associada à miotomia do músculo cricofaríngeo para aliviar a pressão.
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