UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Sobre os divertículos de esôfago, pode-se afirmar que:
Zenker = Divertículo falso (mucosa/submucosa) por pulsão no triângulo de Killian.
Divertículos falsos envolvem apenas as camadas mucosa e submucosa através de uma falha na musculatura. O de Zenker é o exemplo clássico, ocorrendo por pulsão na zona de fraqueza da faringe posterior.
Os divertículos esofágicos são classificados pela sua localização (faringoesofágico, parabronquial, epifrênico), histologia (verdadeiro vs. falso) e mecanismo (pulsão vs. tração). O divertículo de Zenker é o mais comum e manifesta-se tipicamente em idosos com disfagia, regurgitação de alimentos não digeridos e halitose. O tratamento é indicado quando sintomático, podendo ser realizado via endoscópica (procedimento de Dohlman) ou cirurgia aberta (miotomia do cricofaríngeo).
Um divertículo é classificado como falso (ou pseudodivertículo) quando a herniação consiste apenas nas camadas mucosa e submucosa através de um defeito na camada muscular. O divertículo de Zenker é o exemplo mais notável, ocorrendo no triângulo de Killian, entre as fibras do músculo tireofaríngeo e cricofaríngeo.
Divertículos de pulsão (como o de Zenker e o epifrênico) ocorrem devido ao aumento da pressão intraluminal, geralmente associado a distúrbios de motilidade. Já os divertículos de tração ocorrem por processos inflamatórios externos (como linfonodomegalias por tuberculose) que 'puxam' todas as camadas da parede esofágica, sendo, portanto, divertículos verdadeiros.
O divertículo epifrênico localiza-se nos últimos 10 cm do esôfago distal, logo acima do diafragma. Assim como o de Zenker, é um divertículo de pulsão e frequentemente está associado a distúrbios motores do esôfago, como acalasia ou espasmo esofágico difuso, e não por tração inflamatória.
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