UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2019
Homem de 65 anos, branco, refere disfagia para sólidos e emagrecimento de 5 quilos há 1 ano. Durante as refeições, nota abaulamento no pescoço, que depois desaparece. Nega queimação retroesternal, etilismo e tabagismo. Nunca morou em zona rural. O diagnóstico mais provável é
Disfagia para sólidos + abaulamento cervical pós-refeição em idoso = Divertículo de Zenker.
O divertículo de Zenker é uma herniação da mucosa faríngea através do músculo cricofaríngeo, causando disfagia alta, regurgitação de alimentos não digeridos e, caracteristicamente, um abaulamento cervical que desaparece após a refeição, devido ao esvaziamento do divertículo.
O divertículo de Zenker é uma condição que afeta principalmente idosos, caracterizada pela formação de uma bolsa na parede posterior da faringe, na região do triângulo de Killian, devido a uma herniação da mucosa através do músculo cricofaríngeo. É uma causa importante de disfagia orofaríngea, com prevalência maior em homens acima de 60 anos. A compreensão de seus sintomas e diagnóstico é crucial para evitar atrasos no tratamento. Clinicamente, o paciente com divertículo de Zenker apresenta disfagia progressiva para sólidos e líquidos, regurgitação de alimentos não digeridos, halitose e tosse crônica. O sinal mais característico, e presente no enunciado, é o abaulamento cervical que aparece durante as refeições e desaparece após o esvaziamento do divertículo. A ausência de queimação retroesternal e a história epidemiológica (não morou em zona rural) ajudam a diferenciar de outras causas de disfagia, como câncer de esôfago ou megaesôfago chagásico. O diagnóstico é confirmado por esofagograma. O tratamento do divertículo de Zenker é cirúrgico, visando a remoção da bolsa diverticular e a miotomia do músculo cricofaríngeo para aliviar a obstrução funcional. A intervenção precoce pode prevenir complicações como aspiração pulmonar, desnutrição e, raramente, malignização. É fundamental que residentes saibam reconhecer essa condição para um manejo adequado.
Os sintomas clássicos incluem disfagia alta (para sólidos e líquidos), regurgitação de alimentos não digeridos, halitose, tosse crônica e, em alguns casos, um abaulamento no pescoço que aparece durante as refeições e desaparece depois.
O diagnóstico é feito principalmente pelo esofagograma (radiografia contrastada do esôfago), que demonstra a bolsa diverticular. A endoscopia deve ser realizada com cautela devido ao risco de perfuração.
O tratamento é cirúrgico, com diverticulectomia (remoção do divertículo) e miotomia do músculo cricofaríngeo, que pode ser realizada por via aberta ou endoscópica.
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