UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2020
Homem, 88 anos, refere disfagia cervical, tosse, salivação excessiva, regurgitação espontânea de alimentos não digeridos, com odor fétido e halitose há 5 anos, com piora progressiva. A hipótese diagnóstica e o exame complementar são
Disfagia cervical + regurgitação de alimentos não digeridos + halitose fétida em idoso → Divertículo de Zenker. Diagnóstico: Esofagograma.
O divertículo de Zenker é um pseudodivertículo da faringe, comum em idosos, que se manifesta com disfagia cervical, regurgitação de alimentos não digeridos, halitose e tosse. O esofagograma com contraste é o exame diagnóstico de escolha, revelando a bolsa diverticular.
O divertículo de Zenker, ou divertículo faringoesofágico, é um pseudodivertículo de pulsão que se forma na parede posterior da faringe, especificamente no triângulo de Killian, uma área de fraqueza entre as fibras oblíquas do músculo tireofaríngeo e as fibras transversas do músculo cricofaríngeo. É mais comum em idosos e sua prevalência aumenta com a idade, sendo uma condição relativamente rara, mas clinicamente significativa devido aos seus sintomas debilitantes. A fisiopatologia envolve uma disfunção do músculo cricofaríngeo, que não relaxa adequadamente durante a deglutição, criando uma pressão intraluminal elevada que força a mucosa e submucosa a herniar através do ponto fraco. Os sintomas clássicos incluem disfagia cervical progressiva, regurgitação de alimentos não digeridos (muitas vezes horas após a ingestão), halitose fétida (devido à estase alimentar no divertículo), tosse crônica (por aspiração) e sensação de "bola na garganta". Complicações podem incluir aspiração pulmonar, pneumonia e, raramente, carcinoma no divertículo. O diagnóstico é estabelecido principalmente pelo esofagograma com bário, que visualiza a bolsa diverticular e sua relação com o esôfago. A endoscopia digestiva alta deve ser realizada com cautela devido ao risco de perfuração do divertículo. O tratamento é cirúrgico, envolvendo miotomia do músculo cricofaríngeo e diverticulopexia ou diverticulectomia, com abordagens endoscópicas minimamente invasivas sendo cada vez mais utilizadas.
Os sintomas incluem disfagia cervical (dificuldade para engolir na garganta), regurgitação de alimentos não digeridos horas após a refeição, halitose fétida, tosse crônica e sensação de "bola na garganta".
O esofagograma (estudo contrastado da deglutição) é o exame de escolha, pois demonstra claramente a bolsa diverticular e sua localização, além de avaliar a função da deglutição.
É um pseudodivertículo de pulsão que se forma devido a uma herniação da mucosa e submucosa através de uma área de fraqueza na parede posterior da faringe, conhecida como triângulo de Killian, causada por disfunção do músculo cricofaríngeo.
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