HPM - Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais — Prova 2015
Em relação aos divertículos do esôfago, é INCORRETO afirmar que:
Divertículo de Zenker: mais comum dos divertículos esofágicos, ocorre no triângulo de Killian, causa disfagia e halitose.
O divertículo faringoesofagiano, ou de Zenker, é o tipo mais comum de divertículo esofágico, representando a maioria dos casos. Ele se forma por herniação da mucosa através do triângulo de Killian, uma área de fraqueza na parede posterior da faringe, acima do músculo cricofaríngeo.
Os divertículos esofágicos são protrusões da mucosa e submucosa através da camada muscular do esôfago. O divertículo de Zenker, ou faringoesofagiano, é o mais comum, representando cerca de 70% dos casos. Ele é um divertículo de pulsão que se forma na parede posterior da faringe, na área de fraqueza conhecida como triângulo de Killian, acima do músculo cricofaríngeo. Sua prevalência aumenta com a idade, sendo mais comum em idosos. A fisiopatologia envolve uma disfunção no relaxamento do músculo cricofaríngeo, levando a um aumento da pressão intraluminal durante a deglutição, que força a mucosa a herniar. Os sintomas incluem disfagia, regurgitação de alimentos não digeridos, halitose, tosse crônica e risco de pneumonia por aspiração. O diagnóstico é feito principalmente pelo esofagograma baritado, que demonstra a bolsa diverticular. A endoscopia deve ser realizada com cautela devido ao risco de perfuração. O tratamento para divertículos sintomáticos é cirúrgico, geralmente por diverticulectomia com miotomia do cricofaríngeo, ou abordagens endoscópicas. A miotomia é crucial para tratar a disfunção subjacente e prevenir a recorrência. É importante estar atento às complicações como aspiração, sangramento e, raramente, malignidade. O manejo adequado melhora significativamente a qualidade de vida do paciente.
Os sintomas incluem disfagia, regurgitação de alimentos não digeridos, halitose, tosse crônica e, em casos graves, pneumonia de aspiração e emagrecimento devido à retenção de alimentos no divertículo.
O trânsito esofagiano com contraste (esofagograma) é o exame-chave para o diagnóstico, permitindo visualizar a bolsa diverticular e sua relação com o esôfago.
A retenção de alimentos e líquidos, incluindo medicamentos, na bolsa diverticular pode levar a uma absorção errática e imprevisível de fármacos orais, comprometendo a eficácia do tratamento.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo