AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2024
Em relação ao divertículo de Zenker, assinale a alternativa correta.
Divertículo de Zenker pequeno (<2cm) → frequentemente assintomático; tratamento cirúrgico para sintomáticos.
O divertículo de Zenker é o mais comum dos divertículos esofágicos, localizado na junção faringoesofágica. Sua apresentação clínica é variável, sendo que divertículos menores geralmente não causam sintomas, enquanto os maiores podem levar a disfagia, regurgitação e halitose, necessitando de intervenção.
O divertículo de Zenker, também conhecido como divertículo faringoesofágico, é o divertículo esofágico mais comum, representando uma condição de interesse para gastroenterologistas e cirurgiões. Sua etiologia está relacionada a uma disfunção do músculo cricofaríngeo, levando a um aumento da pressão intraluminal e herniação da mucosa através do triângulo de Killian. A epidemiologia mostra que é mais comum em idosos. A fisiopatologia envolve a formação de uma bolsa que retém alimentos, causando sintomas como disfagia, regurgitação e halitose. O diagnóstico é feito principalmente por esofagograma com bário, que demonstra a bolsa diverticular. A correlação entre o tamanho do divertículo e a gravidade dos sintomas é importante, pois divertículos pequenos (geralmente < 1-2 cm) podem ser assintomáticos e não requerer tratamento imediato. O tratamento é indicado para pacientes sintomáticos e consiste principalmente em abordagens cirúrgicas, como a diverticulectomia com miotomia cricofaríngea, ou abordagens endoscópicas. A escolha da técnica depende do tamanho do divertículo, da experiência do cirurgião e das condições do paciente. A compreensão dessas nuances é fundamental para residentes que se preparam para provas e para a prática clínica.
O divertículo de Zenker é um divertículo por pulsão localizado na parede posterior da junção faringoesofágica, especificamente no triângulo de Killian, uma área de fraqueza muscular entre as fibras oblíquas do músculo tireofaríngeo e as fibras transversais do músculo cricofaríngeo.
Os sintomas incluem disfagia (dificuldade para engolir), regurgitação de alimentos não digeridos, halitose, tosse crônica e, em casos graves, aspiração pulmonar, que podem levar a pneumonias de repetição.
O tratamento é cirúrgico e geralmente envolve a diverticulectomia (ressecção do divertículo) associada à miotomia do músculo cricofaríngeo, ou procedimentos endoscópicos. É indicado para pacientes sintomáticos, com o objetivo de aliviar os sintomas e prevenir complicações.
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