PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2020
Paciente do sexo masculino, 64 anos, natural e residente em Belo Horizonte, procura UBS por estar apresentando nas últimas semanas disfagia, halitose, sialorréia, regurgitação líquida, tosse e deglutição ruidosa. Relata melhora da disfagia quando ele próprio comprime a região cervical esquerda com a mão espalmada ou inclina a cabeça para esse mesmo lado. Refere emagrecimento de 5Kg em dois meses. O exame inicial MAIS ADEQUADO para se fazer o diagnóstico dessa afecção é:
Disfagia + halitose + regurgitação + melhora com compressão cervical = Suspeitar Divertículo de Zenker. Esofagograma baritado é o exame inicial MAIS adequado.
A combinação de disfagia, halitose, regurgitação de alimentos não digeridos e a manobra de compressão cervical para aliviar sintomas é altamente sugestiva de Divertículo de Zenker, sendo o esofagograma baritado o exame de escolha para o diagnóstico.
O Divertículo de Zenker, ou divertículo faringoesofágico, é uma herniação da mucosa e submucosa através de uma área de fraqueza na parede posterior da faringe, conhecida como triângulo de Killian. É uma condição que afeta principalmente idosos e pode levar a sintomas incômodos e complicações sérias, como aspiração e pneumonia, sendo crucial para o residente de gastroenterologia reconhecer e manejar. Os sintomas típicos incluem disfagia (dificuldade para engolir), halitose (devido à estase alimentar no divertículo), regurgitação de alimentos não digeridos, tosse crônica (por aspiração) e deglutição ruidosa. A manobra de compressão cervical para aliviar a disfagia é um sinal clínico distintivo. O emagrecimento é comum devido à dificuldade de alimentação e à má nutrição resultante da regurgitação. O diagnóstico é feito principalmente pelo esofagograma baritado, que demonstra a bolsa diverticular e sua relação com o esôfago. A endoscopia digestiva alta deve ser realizada com cautela e, preferencialmente, após o esofagograma, devido ao risco de perfuração. O tratamento é cirúrgico, geralmente por diverticulectomia ou diverticulostomia, com miotomia do cricofaríngeo, visando aliviar os sintomas e prevenir complicações.
Os sintomas clássicos incluem disfagia, halitose, regurgitação de alimentos não digeridos, tosse crônica, deglutição ruidosa e, por vezes, a manobra de compressão cervical para aliviar a disfagia, além de emagrecimento.
O esofagograma baritado permite visualizar a bolsa diverticular e sua localização, além de avaliar a função da deglutição e a presença de outras anomalias esofágicas, com menor risco de perfuração comparado à endoscopia.
A endoscopia digestiva alta apresenta risco aumentado de perfuração do divertículo, especialmente se o endoscopista não estiver ciente da condição, devido à dificuldade de identificar a luz esofágica verdadeira e a fragilidade da parede diverticular.
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