Divertículo de Zenker: Complicações e Manejo em Idosos

UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2020

Enunciado

Originalmente descrito por Zenker e Von Ziemssen, o divertículo faringo-esofágico é o divertículo esofágico mais comum. Encontra-se herniando em uma região denominada trígono de Killian. A complicação mais mórbida do não tratamento desta doença em pacientes idosos é:

Alternativas

  1. A) Abscesso pulmonar e/ou pneumonias por aspiração.
  2. B) Perfuração esofágica.
  3. C) Esôfago de Barret
  4. D) Caquexia.

Pérola Clínica

Divertículo de Zenker: principal complicação mórbida em idosos é pneumonia/abscesso pulmonar por aspiração.

Resumo-Chave

O divertículo de Zenker é uma herniação da mucosa faringo-esofágica que acumula alimentos. Em pacientes idosos, a complicação mais grave e mórbida é a aspiração do conteúdo alimentar retido, levando a pneumonias de repetição e abscesso pulmonar, devido à disfunção da deglutição e ao risco aumentado de aspiração.

Contexto Educacional

O divertículo de Zenker, ou divertículo faringo-esofágico, é o tipo mais comum de divertículo esofágico. É uma herniação da mucosa e submucosa através de uma área de fraqueza na parede posterior da faringe, conhecida como trígono de Killian, localizada entre as porções tireofaríngea e cricofaríngea do músculo constritor inferior da faringe. Geralmente afeta pacientes idosos e é causado por uma disfunção no relaxamento do músculo cricofaríngeo, levando a um aumento da pressão intraluminal durante a deglutição. As manifestações clínicas incluem disfagia, regurgitação de alimentos não digeridos, halitose e tosse. A complicação mais grave e mórbida, especialmente em pacientes idosos, é a aspiração do conteúdo alimentar retido no divertículo para as vias aéreas. Isso pode levar a pneumonias de repetição, bronquiectasias e, em casos mais severos, abscesso pulmonar, condições que aumentam significativamente a morbimortalidade. Outras complicações incluem sangramento, perfuração e, raramente, malignização. O diagnóstico é feito por esofagograma baritado e a endoscopia deve ser realizada com cautela devido ao risco de perfuração. O tratamento é cirúrgico, geralmente por diverticulectomia ou diverticulostomia (diverticulopexia), muitas vezes combinada com miotomia do cricofaríngeo para abordar a causa subjacente. A abordagem endoscópica transoral também é uma opção, especialmente para pacientes com alto risco cirúrgico. O manejo visa aliviar os sintomas e prevenir as complicações pulmonares.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas comuns do divertículo de Zenker?

Os sintomas incluem disfagia (dificuldade para engolir), regurgitação de alimentos não digeridos, halitose (mau hálito), tosse crônica e sensação de corpo estranho na garganta.

Por que a aspiração pulmonar é a complicação mais mórbida do divertículo de Zenker em idosos?

Em idosos, a aspiração do conteúdo alimentar retido no divertículo é facilitada pela disfunção da deglutição e pela diminuição dos reflexos protetores das vias aéreas, levando a pneumonias de repetição e abscesso pulmonar, que são condições com alta morbimortalidade.

Onde anatomicamente o divertículo de Zenker se forma?

O divertículo de Zenker é um divertículo por pulsão que se forma na parede posterior da faringe, herniando através de uma área de fraqueza muscular conhecida como trígono de Killian, entre as fibras oblíquas do músculo tireofaríngeo e as fibras transversas do cricofaríngeo.

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