Divertículo de Zenker: Diagnóstico e Tratamento Endoscópico

IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2025

Enunciado

Homem, de 82 anos de idade, está em investigação ambulatorial de pneumonias de repetição, com três episódios nos últimos dois meses. Relata engasgos e tosse frequentes. Tem antecedente pessoal de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, dois infartos agudos do miocárdio prévios e insuficiência cardíaca congestiva, com fração de ejeção de ventrículo esquerdo de 35%. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, normocorado, oroscopia sem lesões identificáveis, dentição em bom estado, com halitose. O restante do exame físico está normal. Realizou exame de imagem complementar, mostrado a seguir: Considerando a principal hipótese diagnóstica para este caso, qual é a melhor opção de tratamento?

Alternativas

  1. A) Drenagem guiada por método de imagem.
  2. B) Septotomia endoscópica.
  3. C) Traqueostomia percutânea.
  4. D) Diverticulectomia cirúrgica.

Pérola Clínica

Idoso + Halitose + Engasgos + Pneumonia de repetição = Divertículo de Zenker.

Resumo-Chave

O Divertículo de Zenker é um divertículo de pulsão por fragilidade no triângulo de Killian; o tratamento de escolha atual é a septotomia endoscópica.

Contexto Educacional

O Divertículo de Zenker localiza-se na transição faringoesofágica. Fisiopatologicamente, ocorre um aumento da pressão intraluminal durante a deglutição contra um esfíncter esofágico superior não relaxado. O diagnóstico é confirmado por esofagograma baritado. O tratamento visa seccionar o septo entre o divertículo e o esôfago (que contém o músculo cricofaríngeo), permitindo que o alimento passe livremente. A técnica endoscópica reduziu significativamente a morbidade em comparação à diverticulectomia aberta.

Perguntas Frequentes

O que causa o Divertículo de Zenker?

É causado pela herniação da mucosa através de uma área de fraqueza no músculo constritor inferior da faringe (Triângulo de Killian) devido à hipertonia do cricofaríngeo.

Quais os principais sintomas?

Disfagia orofaríngea, regurgitação de alimentos não digeridos, halitose fétida, perda de peso e pneumonias por aspiração recorrentes.

Por que preferir a via endoscópica?

A septotomia endoscópica é menos invasiva, tem menor tempo de recuperação e é ideal para pacientes idosos com múltiplas comorbidades.

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