Divertículo de Meckel: Diagnóstico e Manejo Cirúrgico

Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2020

Enunciado

Assinale a alternativa incorreta com relação ao diagnóstico do divertículo de Meckel:

Alternativas

  1. A) É a anomalia congênita mais comum do trato gastrointestinal e ocorre em aproximadamente 2% da população.
  2. B) Mais de 70% dos pacientes sintomáticos têm mucosa gástrica heterotópica e outros 5% possuem tecido pancreático associado.
  3. C) O tratamento cirúrgico é a terapia definitiva.
  4. D) "Em pacientes com divertículo de Meckel sem ulceração ou inflamação envolvendo o íleo na base do divertículo, a ressecção do íleo com anastomose primária termino-terminal é a abordagem cirúrgica preferível."

Pérola Clínica

Divertículo de Meckel: anomalia congênita GI mais comum, frequentemente com mucosa gástrica ectópica, tratamento cirúrgico definitivo.

Resumo-Chave

O divertículo de Meckel é a anomalia congênita mais comum do TGI, muitas vezes contendo tecido ectópico (gástrico ou pancreático) que pode causar complicações como sangramento ou inflamação. A ressecção cirúrgica é o tratamento definitivo, mas a extensão da ressecção (apenas diverticulectomia vs. ressecção ileal) depende da presença de inflamação ou ulceração na base.

Contexto Educacional

O divertículo de Meckel é a anomalia congênita mais comum do trato gastrointestinal, afetando cerca de 2% da população. Resulta da falha no fechamento completo do ducto onfalomesentérico, que conecta o intestino médio à gema vitelínica durante o desenvolvimento fetal. Embora a maioria dos casos seja assintomática, a presença de tecido ectópico, como mucosa gástrica (em >70% dos sintomáticos) ou pancreático, pode levar a complicações graves. As complicações incluem hemorragia gastrointestinal (devido à ulceração da mucosa ileal adjacente ao tecido gástrico ectópico), diverticulite (inflamação do divertículo), obstrução intestinal (por intussuscepção, volvo ou bridas) e perfuração. O diagnóstico pode ser desafiador, exigindo alto índice de suspeita e exames como cintilografia com tecnécio-99m para detectar a mucosa gástrica ectópica. O tratamento do divertículo de Meckel sintomático é cirúrgico e definitivo. A escolha entre diverticulectomia simples e ressecção ileal com anastomose primária depende da condição da base do divertículo e do íleo adjacente. Se não houver ulceração ou inflamação envolvendo o íleo na base, a diverticulectomia é geralmente suficiente. No entanto, se houver inflamação significativa, ulceração ou uma massa na base, a ressecção do segmento ileal contendo o divertículo e a anastomose termino-terminal são preferíveis para garantir a remoção completa do tecido doente e prevenir recorrências ou complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas do divertículo de Meckel?

Os sintomas mais comuns incluem sangramento gastrointestinal indolor (especialmente em crianças), dor abdominal (se houver diverticulite ou obstrução) e, menos frequentemente, perfuração.

Como é feito o diagnóstico do divertículo de Meckel?

O diagnóstico pode ser desafiador. Métodos incluem cintilografia com tecnécio-99m (para detectar mucosa gástrica ectópica), enteroscopia por cápsula, enterografia por TC ou RM, e laparoscopia exploratória.

Qual a diferença entre diverticulectomia e ressecção ileal para divertículo de Meckel?

A diverticulectomia é a remoção apenas do divertículo. A ressecção ileal com anastomose primária é indicada quando há inflamação, ulceração ou massa na base do divertículo ou no íleo adjacente, garantindo a remoção de todo o tecido afetado.

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