Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2020
Assinale a alternativa incorreta com relação ao diagnóstico do divertículo de Meckel:
Divertículo de Meckel: anomalia congênita GI mais comum, frequentemente com mucosa gástrica ectópica, tratamento cirúrgico definitivo.
O divertículo de Meckel é a anomalia congênita mais comum do TGI, muitas vezes contendo tecido ectópico (gástrico ou pancreático) que pode causar complicações como sangramento ou inflamação. A ressecção cirúrgica é o tratamento definitivo, mas a extensão da ressecção (apenas diverticulectomia vs. ressecção ileal) depende da presença de inflamação ou ulceração na base.
O divertículo de Meckel é a anomalia congênita mais comum do trato gastrointestinal, afetando cerca de 2% da população. Resulta da falha no fechamento completo do ducto onfalomesentérico, que conecta o intestino médio à gema vitelínica durante o desenvolvimento fetal. Embora a maioria dos casos seja assintomática, a presença de tecido ectópico, como mucosa gástrica (em >70% dos sintomáticos) ou pancreático, pode levar a complicações graves. As complicações incluem hemorragia gastrointestinal (devido à ulceração da mucosa ileal adjacente ao tecido gástrico ectópico), diverticulite (inflamação do divertículo), obstrução intestinal (por intussuscepção, volvo ou bridas) e perfuração. O diagnóstico pode ser desafiador, exigindo alto índice de suspeita e exames como cintilografia com tecnécio-99m para detectar a mucosa gástrica ectópica. O tratamento do divertículo de Meckel sintomático é cirúrgico e definitivo. A escolha entre diverticulectomia simples e ressecção ileal com anastomose primária depende da condição da base do divertículo e do íleo adjacente. Se não houver ulceração ou inflamação envolvendo o íleo na base, a diverticulectomia é geralmente suficiente. No entanto, se houver inflamação significativa, ulceração ou uma massa na base, a ressecção do segmento ileal contendo o divertículo e a anastomose termino-terminal são preferíveis para garantir a remoção completa do tecido doente e prevenir recorrências ou complicações.
Os sintomas mais comuns incluem sangramento gastrointestinal indolor (especialmente em crianças), dor abdominal (se houver diverticulite ou obstrução) e, menos frequentemente, perfuração.
O diagnóstico pode ser desafiador. Métodos incluem cintilografia com tecnécio-99m (para detectar mucosa gástrica ectópica), enteroscopia por cápsula, enterografia por TC ou RM, e laparoscopia exploratória.
A diverticulectomia é a remoção apenas do divertículo. A ressecção ileal com anastomose primária é indicada quando há inflamação, ulceração ou massa na base do divertículo ou no íleo adjacente, garantindo a remoção de todo o tecido afetado.
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