UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2015
Os divertículos do intestino delgado encontrados em laparotomias podem ser congênitos ou adquiridos. O divertículo de Meckel ocorre pela não obliteração do:
Divertículo de Meckel → não obliteração do canal onfalomesentérico (ducto vitelino).
O divertículo de Meckel é a anomalia congênita mais comum do intestino delgado, resultante da falha na obliteração completa do ducto onfalomesentérico (ou vitelino) durante a 5ª a 7ª semana de gestação. Ele pode conter tecido ectópico, como gástrico ou pancreático, o que aumenta o risco de complicações.
O divertículo de Meckel é a anomalia congênita mais comum do trato gastrointestinal, afetando cerca de 2% da população. Sua importância clínica reside na potencialidade de complicações graves, como sangramento, obstrução e inflamação, que podem mimetizar outras condições abdominais agudas, tornando seu reconhecimento fundamental para o residente. A regra dos '2s' (2% da população, 2 pés da válvula ileocecal, 2 polegadas de comprimento, 2 tipos de tecido ectópico, sintomático em < 2 anos) é um mnemônico útil, embora nem sempre exato. Fisiopatologicamente, o divertículo de Meckel é um verdadeiro divertículo, contendo todas as camadas da parede intestinal. A presença de tecido ectópico, especialmente mucosa gástrica, é a principal causa de sangramento devido à ulceração péptica. O diagnóstico é frequentemente incidental, mas em casos sintomáticos, a cintilografia com tecnécio-99m é o exame de escolha para detectar mucosa gástrica ectópica. A ultrassonografia e a tomografia computadorizada podem auxiliar na identificação de complicações. O tratamento é cirúrgico para divertículos sintomáticos ou com complicações. A ressecção do divertículo e, por vezes, de um segmento do íleo adjacente, é o procedimento padrão. Para divertículos assintomáticos encontrados incidentalmente, a conduta é controversa, mas muitos cirurgiões optam pela ressecção em pacientes jovens ou com fatores de risco para complicações.
O divertículo de Meckel origina-se da falha na obliteração completa do ducto onfalomesentérico (ou vitelino), uma estrutura que conecta o intestino primitivo ao saco vitelínico durante o desenvolvimento fetal.
As complicações incluem sangramento (devido a tecido gástrico ectópico), obstrução intestinal, diverticulite e intussuscepção, sendo mais frequentes em crianças.
O diagnóstico pode ser desafiador, muitas vezes ocorrendo incidentalmente em cirurgias ou por exames como cintilografia com tecnécio-99m (para detectar mucosa gástrica ectópica) em casos de sangramento.
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