MedEvo Simulado — Prova 2026
Um menino de 3 anos de idade é levado ao pronto-socorro pelos pais devido a um quadro de sangramento retal volumoso, de início súbito, com aspecto de sangue vivo e escurecido (tipo "tijolo"), sem muco associado. Os pais relatam que a criança não apresentou dor abdominal, febre, vômitos ou alteração do hábito intestinal nos dias anteriores. Ao exame físico, o paciente encontra-se pálido, porém estável hemodinamicamente, com frequência cardíaca de 110 bpm e tempo de enchimento capilar de 2 segundos. O abdome é plano, flácido, ruídos hidroaéreos presentes e normais, sem massas palpáveis ou sinais de irritação peritoneal. O toque retal revela apenas a presença de sangue rutilante, sem pólipos palpáveis ou outras alterações. Considerando a principal hipótese diagnóstica baseada na epidemiologia e na apresentação clínica, o exame complementar mais indicado para a confirmação diagnóstica é:
Sangramento retal volumoso + indolor + criança < 5 anos → Cintilografia para Divertículo de Meckel.
O Divertículo de Meckel é a causa mais comum de sangramento gastrointestinal baixo maciço em crianças, resultante da ulceração da mucosa ileal adjacente à mucosa gástrica ectópica.
O Divertículo de Meckel segue a 'regra dos dois': ocorre em 2% da população, localiza-se a cerca de 2 pés (60 cm) da válvula ileocecal e costuma se manifestar antes dos 2 anos de idade. É a anomalia congênita mais comum do trato gastrointestinal. O diagnóstico diferencial inclui pólipos juvenis e intussuscepção, mas o volume do sangramento e a ausência de dor direcionam fortemente para Meckel. O tratamento definitivo é a ressecção cirúrgica (diverticuloplastia ou enterectomia segmentar).
É uma malformação congênita resultante da falha no fechamento do ducto onfalomesentérico. É um divertículo verdadeiro (contém todas as camadas da parede intestinal) e frequentemente contém tecido ectópico, mais comumente gástrico ou pancreático, localizado no íleo distal.
O sangramento ocorre quando o tecido gástrico ectópico dentro do divertículo secreta ácido clorídrico. Esse ácido causa ulceração da mucosa ileal adjacente, que não possui mecanismos de proteção contra o baixo pH, levando a hemorragia indolor e súbita.
O pertecnetato de tecnécio-99m tem afinidade pelas células muco-secretoras da mucosa gástrica. Quando injetado, ele se concentra tanto no estômago quanto na mucosa gástrica ectópica do divertículo, permitindo sua visualização como um 'hot spot' na fossa ilíaca direita ou região periumbilical.
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