OASE - Obra de Assistência Social Evangélica (SC) — Prova 2023
Sobre o divertículo de Meckel, assinale a correta.
Divertículo de Meckel: remanescente do ducto onfalomesentérico, 30-60cm da JIC, pode ter mucosa ectópica (gástrica/pancreática).
O divertículo de Meckel é a anomalia congênita mais comum do trato gastrointestinal, resultante da falha de obliteração do ducto onfalomesentérico. Sua importância clínica reside na presença frequente de mucosa ectópica, especialmente gástrica, que pode levar a complicações como sangramento, inflamação e perfuração.
O divertículo de Meckel é a anomalia congênita mais comum do trato gastrointestinal, afetando cerca de 1-2% da população. É um remanescente da porção distal do ducto onfalomesentérico embrionário, que falha em obliterar-se completamente. Sua importância clínica reside na potencialidade de complicações graves, sendo um diagnóstico diferencial importante em casos de abdome agudo, especialmente em crianças. A fisiopatologia das complicações está frequentemente ligada à presença de mucosa ectópica, sendo a gástrica a mais comum. Esta mucosa ectópica produz ácido clorídrico, que pode ulcerar a mucosa ileal adjacente, levando a sangramento indolor (melena ou hematoquezia). Outras complicações incluem diverticulite (inflamação do divertículo, mimetizando apendicite), obstrução intestinal (por intussuscepção, volvo ou bridas) e perfuração. O diagnóstico é desafiador e muitas vezes incidental, mas a cintilografia com tecnécio-99m pertecnetato pode ser útil para detectar mucosa gástrica ectópica. O tratamento do divertículo de Meckel sintomático é cirúrgico, geralmente por diverticulectomia ou ressecção ileal segmentar. A decisão de ressecar divertículos assintomáticos encontrados incidentalmente é controversa e depende de fatores como idade do paciente, largura da base do divertículo e presença de tecido ectópico. A compreensão de suas manifestações clínicas e opções de manejo é crucial para residentes e profissionais de saúde.
O divertículo de Meckel é um remanescente do ducto onfalomesentérico (ou vitelino), que deveria obliterar-se completamente durante o desenvolvimento fetal. Sua persistência resulta em uma bolsa digitiforme no íleo.
As complicações mais comuns incluem sangramento (devido à úlcera péptica em mucosa gástrica ectópica), diverticulite (inflamação), obstrução intestinal (por intussuscepção ou volvo) e perfuração.
Geralmente está localizado no íleo, a uma distância de 30 a 60 cm da junção ileocecal em crianças e até 100 cm em adultos, na margem antimesentérica.
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