AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
O divertículo de Meckel é a anomalia congênita mais comum do trato gastrointestinal, ocorrendo em 2 a 3% de todos os lactentes. Sobre esta situação analise as afirmativas abaixo: I. O melhor exame para confirmação diagnóstica é estudo radiográfico contrastado com bário. II. Os sintomas geralmente surgem no primeiro ou segundo ano de vida. III. O sangramento pode causar anemia significativa. Sobre esta situação selecione a opção correta:
Divertículo de Meckel = Remanescente do ducto onfalomesentérico; Cintilografia é o padrão-ouro.
O divertículo de Meckel é a anomalia congênita mais comum do TGI, frequentemente contendo mucosa gástrica ectópica que causa sangramento indolor em crianças.
O divertículo de Meckel é um divertículo verdadeiro (contém todas as camadas da parede intestinal) resultante da falha no fechamento do ducto vitelino. Localiza-se na borda antimesentérica do íleo distal. A presença de mucosa gástrica ectópica secreta ácido clorídrico, que ulcera a mucosa ileal adjacente, causando sangramento. O diagnóstico diferencial inclui apendicite aguda e intussuscepção. O tratamento definitivo para casos sintomáticos é a ressecção cirúrgica (diverticulectomia ou ressecção segmentar).
A cintilografia com pertecnetato de tecnécio-99m tem afinidade pelas células muco-secretoras da mucosa gástrica ectópica, que está presente em quase todos os casos de Meckel sintomático.
Em crianças, o sangramento retal indolor (hematoquezia) é clássico. Em adultos, a obstrução intestinal e a diverticulite (mimetizando apendicite) são mais frequentes.
Refere-se a: 2% da população, 2 polegadas de comprimento, 2 pés da válvula ileocecal, 2 tipos de mucosa ectópica (gástrica/pancreática) e pico de sintomas aos 2 anos.
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