UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2015
O remanescente congênito do ducto onfalomesentérico é conhecido como:
Divertículo de Meckel = remanescente mais comum do ducto onfalomesentérico.
O divertículo de Meckel é o remanescente mais comum do ducto onfalomesentérico (ou vitelino), que normalmente se oblitera na 5ª-7ª semana de gestação. Pode conter mucosa gástrica ou pancreática ectópica, causando sangramento ou inflamação.
O divertículo de Meckel é a anomalia congênita mais comum do trato gastrointestinal, afetando cerca de 2% da população. Ele representa a persistência do ducto onfalomesentérico, que deveria involuir completamente por volta da sétima semana de gestação. Sua importância clínica reside na potencialidade de complicações graves. Fisiopatologicamente, o divertículo de Meckel é um divertículo verdadeiro, contendo todas as camadas da parede intestinal. Cerca de 50% dos divertículos sintomáticos contêm tecido ectópico, mais frequentemente gástrico (responsável por úlceras e sangramento) ou pancreático. O diagnóstico é muitas vezes feito após o surgimento de complicações, como hemorragia digestiva baixa indolor em crianças, diverticulite ou obstrução intestinal. O tratamento do divertículo de Meckel sintomático é cirúrgico, com ressecção do divertículo e, se necessário, do segmento intestinal adjacente. Em casos assintomáticos, a conduta é controversa, mas a ressecção profilática pode ser considerada em pacientes submetidos a laparotomia por outras razões, especialmente se o divertículo apresentar características de risco (base estreita, comprimento > 2 cm, presença de tecido ectópico).
O ducto onfalomesentérico (ou vitelino) é uma estrutura embrionária que conecta o intestino médio ao saco vitelino. Sua função é nutrir o embrião nas fases iniciais do desenvolvimento, e ele deve involuir completamente.
As manifestações mais comuns incluem sangramento gastrointestinal indolor (especialmente em crianças), diverticulite (semelhante à apendicite), obstrução intestinal e, raramente, perfuração.
O diagnóstico pode ser desafiador. Métodos incluem cintilografia com tecnécio-99m (para mucosa gástrica ectópica), enteroscopia, laparoscopia diagnóstica ou achado incidental em cirurgia.
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