Divertículo de Meckel: Anomalia Congênita Intestinal

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2025

Enunciado

Anomalia congênita mais encontrada no intestino delgado é:

Alternativas

  1. A) Pâncreas anular.
  2. B) Divertículos jejunais.
  3. C) Persistência do ducto onfalomesentérico.
  4. D) Divertículo de Meckel.
  5. E) Duplicação Intestinal.

Pérola Clínica

Divertículo de Meckel = anomalia congênita mais comum do intestino delgado, remanescente do ducto onfalomesentérico.

Resumo-Chave

O divertículo de Meckel é a anomalia congênita mais comum do intestino delgado, sendo um remanescente do ducto onfalomesentérico (vitelino) que não involuiu completamente. Embora a maioria seja assintomática, pode causar complicações como sangramento gastrointestinal (devido a mucosa gástrica ectópica), obstrução intestinal, diverticulite e perfuração, especialmente em crianças.

Contexto Educacional

O divertículo de Meckel é a anomalia congênita mais prevalente do trato gastrointestinal, afetando cerca de 2% da população. Embora a maioria dos indivíduos permaneça assintomática ao longo da vida, é uma causa importante de morbidade pediátrica e adulta, sendo um tópico relevante para a formação de residentes em cirurgia e pediatria. Sua importância reside na variedade de apresentações clínicas e na necessidade de considerá-lo no diagnóstico diferencial de diversas condições abdominais agudas. Embriologicamente, o divertículo de Meckel representa a persistência do ducto onfalomesentérico, que conecta o intestino médio ao saco vitelino durante o desenvolvimento fetal. A falha na obliteração completa desse ducto resulta em um divertículo verdadeiro, contendo todas as camadas da parede intestinal. A presença de tecido ectópico, mais comumente mucosa gástrica (em 50-60% dos casos sintomáticos) ou pancreática, é a principal causa de complicações como sangramento, ulceração e inflamação. O manejo do divertículo de Meckel depende da presença de sintomas. Divertículos assintomáticos encontrados incidentalmente são frequentemente ressecados em crianças, devido ao maior risco de complicações. Em adultos, a ressecção de divertículos assintomáticos é mais controversa. Para divertículos sintomáticos, a diverticulectomia ou ressecção intestinal segmentar é o tratamento definitivo. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas o reconhecimento tardio pode levar a complicações graves.

Perguntas Frequentes

O que é o divertículo de Meckel e qual sua origem embriológica?

O divertículo de Meckel é um remanescente do ducto onfalomesentérico (ou vitelino), que normalmente involui durante a 5ª a 7ª semana de gestação. Quando essa involução é incompleta, forma-se um divertículo verdadeiro, localizado na borda antimesentérica do íleo, geralmente a 60-90 cm da válvula ileocecal.

Quais são as principais complicações do divertículo de Meckel?

As complicações mais comuns incluem sangramento gastrointestinal indolor (devido à presença de mucosa gástrica ectópica que causa ulceração), obstrução intestinal (por intussuscepção, volvo ou bridas), diverticulite (inflamação do divertículo, mimetizando apendicite) e, menos frequentemente, perfuração.

Como é feito o diagnóstico do divertículo de Meckel?

O diagnóstico pode ser desafiador, especialmente em casos assintomáticos. Em pacientes sintomáticos, exames como a cintilografia com tecnécio-99m pertecnetato (para detectar mucosa gástrica ectópica), enteroscopia, enterografia por TC ou RM, e laparoscopia exploratória são utilizados. Muitas vezes, o diagnóstico é feito incidentalmente durante cirurgias por outras causas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo