HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2020
Paciente com 20 anos, sexo feminino, apresenta quadro recorrente de dor abdominal em cólica associada a distensão abdominal nos últimos dois anos. Interna para realização de cirurgia ginecológica (ressecção de cisto de ovário). Durante a laparotomia a estrutura abaixo é encontrada no íleo terminal (45 cm do ceco): Qual a melhor conduta:
Divertículo de Meckel sintomático → ressecção da lesão com segmento intestinal adjacente.
O divertículo de Meckel é a anomalia congênita mais comum do trato gastrointestinal. Quando sintomático, como dor abdominal recorrente, a conduta é a ressecção do divertículo juntamente com a base de implantação no íleo para evitar complicações e garantir a remoção de tecido ectópico.
O divertículo de Meckel é a anomalia congênita mais comum do trato gastrointestinal, resultante da falha na obliteração completa do ducto onfalomesentérico durante o desenvolvimento fetal. Geralmente localizado no íleo terminal, a cerca de 60-90 cm da válvula ileocecal, pode conter tecido ectópico, mais frequentemente gástrico ou pancreático. Sua importância clínica reside no potencial de complicações, como sangramento, obstrução, diverticulite e intussuscepção, que podem mimetizar outras condições abdominais agudas. O diagnóstico do divertículo de Meckel é frequentemente incidental, como no caso da questão, durante uma laparotomia por outra causa, ou após investigação de sintomas como dor abdominal recorrente ou sangramento gastrointestinal. A presença de tecido ectópico gástrico é a principal causa de sangramento devido à ulceração da mucosa ileal adjacente. A dor abdominal pode ser causada por diverticulite ou obstrução. A conduta para um divertículo de Meckel sintomático é a ressecção cirúrgica. A técnica preferencial é a ressecção em cunha do íleo que inclui a base do divertículo ou uma ressecção segmentar do intestino, para garantir a remoção completa de qualquer tecido ectópico e evitar complicações residuais. A ressecção de grandes margens (como 10 cm) não é tipicamente necessária, a menos que haja suspeita de malignidade, o que é raro. A decisão de ressecar um divertículo assintomático encontrado incidentalmente é mais controversa e depende de fatores como idade do paciente, largura da base e presença de tecido ectópico.
O divertículo de Meckel é um remanescente do ducto onfalomesentérico, sendo a anomalia congênita mais comum do trato gastrointestinal. Pode ser assintomático, mas quando sintomático, causa dor abdominal recorrente, sangramento retal indolor (devido a tecido gástrico ectópico), obstrução intestinal ou diverticulite.
Para um divertículo de Meckel sintomático, a conduta cirúrgica recomendada é a ressecção do divertículo juntamente com o segmento de intestino ao qual está implantado. Isso garante a remoção completa de qualquer tecido ectópico na base e previne complicações futuras.
É importante ressecar o segmento de intestino junto com o divertículo para garantir a remoção completa de qualquer tecido ectópico (como mucosa gástrica ou pancreática) que possa estar presente na base do divertículo. Esse tecido ectópico é frequentemente a causa dos sintomas e complicações, como sangramento ou inflamação.
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