CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2020
Qual a anomalia congênita mais encontrada no intestino delgado?
Divertículo de Meckel = anomalia congênita mais comum do intestino delgado, resquício do ducto onfalomesentérico.
O divertículo de Meckel é a anomalia congênita mais comum do intestino delgado, resultante da falha na obliteração completa do ducto onfalomesentérico. Pode conter mucosa gástrica ectópica, causando úlceras e sangramento, sendo uma causa importante de hemorragia digestiva baixa em crianças.
O divertículo de Meckel representa a anomalia congênita mais comum do intestino delgado, afetando cerca de 2% da população. Sua importância clínica reside na potencialidade de complicações graves, como hemorragia digestiva, obstrução intestinal e inflamação, sendo um tema recorrente em provas de residência e na prática pediátrica. Embriologicamente, o divertículo de Meckel é um remanescente da porção proximal do ducto onfalomesentérico, que normalmente regride entre a 5ª e 7ª semana de gestação. A presença de tecido ectópico, como mucosa gástrica ou pancreática, é crucial para as manifestações clínicas, especialmente o sangramento. A 'regra dos 2' auxilia na memorização de suas características: 2% da população, 2 pés (60 cm) da válvula ileocecal, 2 polegadas (5 cm) de comprimento, 2 tipos de tecido ectópico (gástrico e pancreático), sintomático em 2% dos casos, e mais comum em meninos 2:1. O tratamento do divertículo de Meckel sintomático é cirúrgico, envolvendo a ressecção do divertículo e, por vezes, do segmento intestinal adjacente. Em casos de achado incidental, a conduta pode variar, mas a ressecção é geralmente recomendada se houver fatores de risco para complicações, como base larga ou presença de tecido ectópico. A compreensão dessa condição é vital para o diagnóstico diferencial de dor abdominal e sangramento gastrointestinal em crianças.
O divertículo de Meckel é um resquício do ducto onfalomesentérico (ou vitelino) que não regrediu completamente durante o desenvolvimento embrionário. É uma protuberância verdadeira do intestino delgado, geralmente localizada no íleo distal.
As manifestações mais comuns incluem hemorragia digestiva baixa indolor (devido a mucosa gástrica ectópica), obstrução intestinal, diverticulite e perfuração. A maioria dos casos, no entanto, é assintomática.
O diagnóstico pode ser desafiador, muitas vezes feito por cintilografia com tecnécio-99m (Meckel scan) ou laparoscopia/laparotomia exploratória. O tratamento para casos sintomáticos é cirúrgico, com ressecção do divertículo.
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