FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2020
O divertículo de Meckel é a anomalia congênita mais frequente do trato gastrointestinal e costuma causar problemas por suas complicações. O sangramento vermelho vivo é uma das formas de apresentação mais comuns. A fisiopatologia desse sangramento é:
Sangramento por divertículo de Meckel → ulceração da mucosa ileal adjacente ao tecido ectópico gástrico.
O divertículo de Meckel é a anomalia congênita mais comum do TGI. O sangramento vermelho vivo, uma de suas principais complicações, ocorre devido à presença de tecido ectópico gástrico ou pancreático dentro do divertículo, que secreta ácido ou enzimas, causando ulceração da mucosa ileal adjacente e consequente hemorragia.
O divertículo de Meckel é a anomalia congênita mais comum do trato gastrointestinal, resultante da falha na obliteração completa do ducto onfalomesentérico durante o desenvolvimento embrionário. Presente em aproximadamente 2% da população, é frequentemente assintomático, mas pode causar complicações significativas, especialmente em crianças. É um tema recorrente em provas de residência devido à sua relevância clínica e à diversidade de apresentações. A fisiopatologia do sangramento, uma das complicações mais comuns e alarmantes, está diretamente relacionada à presença de tecido ectópico dentro do divertículo. Mais frequentemente, este tecido é de origem gástrica (produtor de ácido) ou pancreática (produtor de enzimas). A secreção ácida ou enzimática irrita e ulcera a mucosa ileal normal adjacente ao divertículo, levando à erosão vascular e sangramento. Este sangramento é tipicamente indolor, vermelho vivo ou em 'geleia de framboesa', e pode ser maciço. O diagnóstico do divertículo de Meckel pode ser desafiador. A cintilografia com tecnécio-99m pertecnetato é o exame de escolha para detectar a presença de mucosa gástrica ectópica. O tratamento é cirúrgico, com ressecção do divertículo, especialmente em pacientes sintomáticos ou com complicações. O prognóstico é geralmente bom após a ressecção, mas a não identificação pode levar a morbidade e mortalidade significativas.
O divertículo de Meckel é um remanescente do ducto onfalomesentérico, presente em cerca de 2% da população. Geralmente localiza-se a 2 pés (60 cm) da válvula ileocecal, tem 2 polegadas (5 cm) de comprimento, é sintomático em 2% dos casos, e pode conter 2 tipos de tecido ectópico (gástrico ou pancreático), manifestando-se mais comumente antes dos 2 anos de idade (Regra dos 2s).
O tecido ectópico gástrico presente no divertículo de Meckel secreta ácido clorídrico, que irrita e ulcera a mucosa ileal normal adjacente ao divertículo. Essa ulceração leva à erosão dos vasos sanguíneos e, consequentemente, ao sangramento gastrointestinal, que é tipicamente indolor e vermelho vivo.
Além do sangramento, as complicações mais comuns do divertículo de Meckel incluem diverticulite (inflamação do divertículo), obstrução intestinal (por invaginação, volvo ou bridas), e perfuração. A invaginação intestinal é uma causa importante de obstrução em crianças pequenas.
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