HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2025
O divertículo de Meckel é a anomalia congênita mais encontrada no intestino delgado. Sobre ele, é correto afirmar que:
Divertículo de Meckel: tecido heterotópico mais comum = gástrico → causa hemorragia.
O divertículo de Meckel é um remanescente do ducto onfalomesentérico. A presença de mucosa gástrica ectópica é crucial, pois a secreção ácida pode causar ulceração e sangramento, sendo a principal causa de hemorragia digestiva baixa indolor em crianças.
O divertículo de Meckel é a anomalia congênita mais comum do intestino delgado, afetando cerca de 2% da população. Representa a persistência do ducto onfalomesentérico e é clinicamente importante devido ao seu potencial de causar complicações graves, como hemorragia, obstrução e inflamação. A regra dos "2s" (2% da população, 2 pés da válvula ileocecal, 2 polegadas de comprimento, 2 tipos de tecido ectópico mais comuns, sintomático em <2 anos) é um mnemônico útil para residentes. A fisiopatologia das complicações está intimamente ligada à presença de tecido heterotópico. A mucosa gástrica ectópica, encontrada em cerca de 50% dos divertículos sintomáticos, produz ácido clorídrico, que ulcera a mucosa ileal adjacente, causando hemorragia digestiva. Outros tecidos heterotópicos incluem tecido pancreático. O diagnóstico pode ser desafiador, exigindo alta suspeição clínica e exames como a cintilografia com tecnécio-99m. O tratamento do divertículo de Meckel sintomático é cirúrgico, geralmente por diverticulectomia ou ressecção intestinal segmentar. A abordagem conservadora não é indicada para casos sintomáticos. O prognóstico é excelente após o tratamento cirúrgico, mas a detecção precoce é crucial para evitar complicações graves como anemia crônica, perfuração ou peritonite.
Os sintomas mais comuns incluem hemorragia digestiva baixa indolor (devido à mucosa gástrica ectópica), obstrução intestinal (por intussuscepção ou volvo) e diverticulite.
O diagnóstico é frequentemente suspeitado clinicamente e confirmado por cintilografia com tecnécio-99m (para detectar mucosa gástrica ectópica) ou por laparoscopia/laparotomia exploratória.
A presença de tecido heterotópico, principalmente gástrico, é a principal causa de complicações. A secreção ácida pode levar à ulceração da mucosa ileal adjacente, resultando em sangramento ou perfuração.
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