HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2022
Qual a conduta mais apropriada para um paciente com divertículo duodenal assintomático de 3 cm?
Divertículo duodenal assintomático → conduta expectante. Intervenção apenas se sintomático ou complicado.
Divertículos duodenais são frequentemente assintomáticos e, quando pequenos e sem sintomas, a conduta mais apropriada é a observação. Intervenções cirúrgicas ou endoscópicas são reservadas para casos sintomáticos ou complicados, como sangramento, inflamação ou obstrução.
Os divertículos duodenais são as segundas lesões diverticulares mais comuns do trato gastrointestinal, superadas apenas pelos divertículos colônicos. A maioria é do tipo adquirido (pseudodivertículos), resultando da herniação da mucosa e submucosa através de um ponto de fraqueza na parede muscular do duodeno, geralmente na borda mesentérica da segunda e terceira porções. A grande maioria dos divertículos duodenais é assintomática e descoberta incidentalmente durante exames de imagem ou endoscopia realizados por outras razões. Quando sintomáticos, os sintomas são inespecíficos e podem incluir dor abdominal vaga, dispepsia, náuseas e plenitude pós-prandial. As complicações são raras, mas podem ser graves, como diverticulite, sangramento gastrointestinal, perfuração, obstrução biliar ou pancreática (especialmente se o divertículo for periampular) e, muito raramente, malignidade. A conduta para um divertículo duodenal assintomático, independentemente do seu tamanho, é a observação. Não há indicação para intervenção cirúrgica ou endoscópica profilática. O tratamento é reservado apenas para divertículos que se tornam sintomáticos ou que desenvolvem complicações. As opções de tratamento variam de endoscópicas (como ablação ou ligadura) a cirúrgicas (diverticulectomia ou duodenotomia segmentar), dependendo da complicação e da localização do divertículo.
Um divertículo duodenal é uma herniação da mucosa e submucosa através da camada muscular da parede do duodeno, geralmente adquirido (pseudodivertículo) e mais comum na segunda e terceira porções do duodeno.
Embora a maioria seja assintomática, as complicações incluem diverticulite (inflamação), sangramento gastrointestinal, perfuração, obstrução biliar ou pancreática (se periampular) e, raramente, formação de fístulas.
A intervenção (cirúrgica ou endoscópica) é indicada apenas para divertículos duodenais sintomáticos ou que apresentem complicações, como sangramento ativo, diverticulite aguda, perfuração ou obstrução. Divertículos assintomáticos são apenas observados.
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