UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Homem, 44 anos, assintomático, realiza TC do abdome para acompanhamento de cisto renal. No laudo desse exame, radiologista descreveu a presença de divertículo de duodeno com 2,3cm. A conduta mais adequada é:
Divertículo duodenal assintomático → observação; intervenção apenas se sintomático ou complicado.
Divertículos duodenais são frequentemente achados incidentais em exames de imagem e, na maioria dos casos, são assintomáticos. A conduta para divertículos duodenais assintomáticos, independentemente do tamanho, é a observação, pois o risco de complicações é baixo e a intervenção cirúrgica ou endoscópica acarreta riscos significativos.
Divertículos duodenais são saculações da parede do duodeno, sendo os mais comuns os divertículos extraluminais, que são pseudodivertículos (herniação da mucosa e submucosa). Eles são frequentemente encontrados incidentalmente em exames de imagem como tomografia computadorizada ou endoscopia, especialmente em indivíduos mais velhos. A maioria é assintomática e não causa problemas clínicos. A localização mais comum é na segunda e terceira porções do duodeno, muitas vezes próximos à ampola de Vater (divertículos periampulares), o que pode, em casos raros, levar a complicações biliares ou pancreáticas. No entanto, mesmo os divertículos periampulares são assintomáticos na maioria das vezes. A conduta para um divertículo duodenal assintomático, como o descrito na questão (2,3 cm, paciente assintomático), é a observação. A intervenção cirúrgica ou endoscópica é complexa devido à localização e aos riscos associados à manipulação do duodeno e estruturas adjacentes. O tratamento é reservado apenas para pacientes sintomáticos ou que desenvolvam complicações como sangramento, diverticulite, perfuração ou obstrução.
Um divertículo duodenal é uma herniação da mucosa e submucosa através da camada muscular do duodeno, geralmente extraluminal. São mais comuns na segunda e terceira porções do duodeno e frequentemente são achados incidentais.
A maioria dos divertículos duodenais é assintomática e não requer tratamento. A intervenção é indicada apenas se o paciente apresentar sintomas relacionados ao divertículo, como dor, sangramento, diverticulite, perfuração ou obstrução biliar/pancreática.
As complicações de um divertículo duodenal, embora raras, podem incluir diverticulite, hemorragia, perfuração, obstrução do ducto biliar ou pancreático (especialmente em divertículos periampulares) e, muito raramente, malignidade.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo